"Parece bobo, não é? Mas eu gostaria que isso fosse menos do que
verdade. A gente vive falando do quanto ama o outro, de quanto carrega
no peito o peso ou o valor de uma saudade. Mas dentre todas essas
palavras, eu gostaria de organizar as melhores que, de alguma forma, me
traria alguma resposta de como me comportar com você.
Eu não sei mentir. Eu posso até fingir que está tudo bem, mas
quando a gente gosta realmente de alguém, eu sou a última pessoa no
mundo que vai querer se afastar disso, um sentimento tão bonito, que a
maioria das pessoas tem medo e prefere esquecer.
Por que?
Eu vivo tentando te entender. Eu juro. Eu acordo todos os dias só
para buscar a melhor explicação do que há entre nós, se é que há alguma
coisa. Eu sei. Eu vou me agarrar em uma esperança boba, mas o que eu
posso fazer? Como a gente faz para regar o relacionamento certo com
esperanças que no final de duas semanas não vão morrer? Que não sejam
meras expectativas, que não sejam problemas que de uma hora pra outra
vão aparecer?
É normal cair no chão mais do que o habitual?
Eu não sei.
Eu só sei que toda vez que o meu celular toca e eu vejo uma mensagem
sua, ou então toda vez que eu vejo que esteve tantas vezes online e sua
vontade de mandar algo, por mais estúpido que fosse, foi nenhuma, eu
acabo tendo que vestir um personagem pra tentar te encontrar atrás de
uma neblina escura.
Ou então, acabo convencendo a mim mesma que devo desistir. Mas parece
que, seja qual for a escolha que eu faça, nenhuma me deixará
completamente segura.
Se estiver lendo isso, só me escuta: Se não pareceu, eu tô completamente
na sua. Não me faça perder tempo. Se é pra se molhar, entra na chuva.
Eu estou te esperando na sua rua."
- Yamí Couto -
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