A gente supera o fim de um amor sim. É punk. É barra. Dói para
caramba. Tem hora que a gente acha que o coração vai explodir de tanto
que lateja, incomoda, mas depois, passa.
Tem hora que a gente chora tanto que acha que transbordou um rio e
não tem mais lágrima pra cair, e cai. E a gente sente, mente pra gente
mesmo que é a última vez, que amanhã é vida nova, nada de tristeza mais e
no dia seguinte… Tudo continua a desmoronar, mas passa.
A gente acha que o amor nunca mais vai nos encontrar de novo, que
nada mais vai ter sentido e ser sentido como foi. Que nenhuma história
vai ser tão linda, que valha a pena ser escrita e lida através da
memória, mas isso passa. A gente supera.
O problema é que, muitas vezes, a gente não quer deixar passar porque
tem medo de que toda a história passe junto, as coisas boas. E aí, a
gente se apega à dor porque ela nos faz lembrar do que foi real.
Superar o fim de um amor que pode ter durado uma semana, dois meses,
cinco anos ou trinta, porque o tempo, no amor, é medido pela
intensidade, é uma luta. Uma luta onde apanhamos de nós mesmos, brigamos
com a saudade, discutimos com o passado e teimamos em não aceitar um
futuro sem o amor que se foi.
Escuta aqui: Vai dar tudo certo. Não tem uma data no calendário, uma previsão para a superação ou algo do tipo. É questão de querer, de fazer por onde, de chorar muito, lembrar mais ainda, mas saber deixar passar. Esquecer você não vai, eu não vou, ninguém esquece um amor.
O que dá pra fazer é entender que o que passou, passou por um motivo. Qual? Não importa. É
saber que a vida é mais do que um amor perdido. É sobre amores a serem
encontrados: o próprio, por uma viagem, por um novo hobbie, uma nova
cidade, um outro alguém.
A gente não pode se perder ao perder um outro alguém. A vida,
queridos, deve ser sempre sobre encontros. Então, encontre-se mais uma
vez com o seu passado, chama a saudade, liga para o sentimento que ainda
existe e conversa com eles. Explica que vocês vão conviver por um bom
tempo ainda, mas que eles vão ter que respeitar os novos e bons
sentimentos que virão.
Superar um amor perdido é punk, é barra, é foda. Mas viver uma vida
preso a um sentimento que só pesa, intoxica, maltrata, é inaceitável.
- Isabella Gonçalves -
terça-feira, 6 de junho de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
Enfim, o fim
Divórcio é um ato solitário.
De um momento pro outro você se pega arrumando suas coisas, empacotando a sua vida e deixando tudo pra trás. E, embora essa decisão tenha se arrastado por um tempo, tudo parece que acontece mais rápido do que você é capaz de acompanhar.
Aí você tem que lidar com pessoas que não entendem o porquê daquilo tudo. E você se vê consolando pessoas quando na verdade você é quem deveria estar sendo consolada.
Sim, você precisa ser consolada. Não é porque foi você quem saiu de casa que isso é fácil. Não é porque a coragem partiu de você que isso é simples. Deixar uma vida pra trás beira o insuportável.
Você vai esbarrar com tanta gente que vai te dizer tanta coisa idiota. Gente que nem sabe dos problemas que você passou vai te dizer que você não tem o direito de sofrer porque quem tomou a decisão foi você. É imperativo evitar essas pessoas.
Mas você também vai encontrar muita gente disposta a te ajudar. Vai ter gente que vai te dizer que você tá mais que certa, que você é corajosa, um mulherão da porra. Essas pessoas vão iluminar os seus dias, e é imperativo se cercar delas.
Um dia começa a chegar a calmaria. Seu coração começa a se acostumar com a ideia e você começa a se ver sozinha. Você vai ter que aprender a ser sozinha e descobrir que é ok não ter ninguém porque você se basta.
Você vai ter que se sentar num restaurante sozinha no meio de tantos casais. Vai ter que ir no cinema sem ninguém pra dividir a pipoca. Vai ter que andar desgarrada porque não tem ninguém pra segurar sua mão.
Vai ter que se virar pra trocar aquela lâmpada e pendurar aquela prateleira.
Vai ter que se ocupar num sábado à noite, ver um filme sozinha, pedir um japonês sozinha, não aguentar comer uma pizza inteira sozinha.
Você vai ter que aprender a se agradar. Compra aquela blusa, pede uma coca normal, come uma barra de chocolate. Por agora você pode. Você deve.
Lê aqueles livros, reza mais, se entende mais. Se encontra.
Você vai sofrer, mas vai passar. A dor vai diminuir e você vai se achar.
Vai viajar, sair pra jantar. Fazer novos planos, fazer novos amigos.
Vai passar. Tudo vai ficar bem.
Basta saber esperar.
De um momento pro outro você se pega arrumando suas coisas, empacotando a sua vida e deixando tudo pra trás. E, embora essa decisão tenha se arrastado por um tempo, tudo parece que acontece mais rápido do que você é capaz de acompanhar.
Aí você tem que lidar com pessoas que não entendem o porquê daquilo tudo. E você se vê consolando pessoas quando na verdade você é quem deveria estar sendo consolada.
Sim, você precisa ser consolada. Não é porque foi você quem saiu de casa que isso é fácil. Não é porque a coragem partiu de você que isso é simples. Deixar uma vida pra trás beira o insuportável.
Você vai esbarrar com tanta gente que vai te dizer tanta coisa idiota. Gente que nem sabe dos problemas que você passou vai te dizer que você não tem o direito de sofrer porque quem tomou a decisão foi você. É imperativo evitar essas pessoas.
Mas você também vai encontrar muita gente disposta a te ajudar. Vai ter gente que vai te dizer que você tá mais que certa, que você é corajosa, um mulherão da porra. Essas pessoas vão iluminar os seus dias, e é imperativo se cercar delas.
Um dia começa a chegar a calmaria. Seu coração começa a se acostumar com a ideia e você começa a se ver sozinha. Você vai ter que aprender a ser sozinha e descobrir que é ok não ter ninguém porque você se basta.
Você vai ter que se sentar num restaurante sozinha no meio de tantos casais. Vai ter que ir no cinema sem ninguém pra dividir a pipoca. Vai ter que andar desgarrada porque não tem ninguém pra segurar sua mão.
Vai ter que se virar pra trocar aquela lâmpada e pendurar aquela prateleira.
Vai ter que se ocupar num sábado à noite, ver um filme sozinha, pedir um japonês sozinha, não aguentar comer uma pizza inteira sozinha.
Você vai ter que aprender a se agradar. Compra aquela blusa, pede uma coca normal, come uma barra de chocolate. Por agora você pode. Você deve.
Lê aqueles livros, reza mais, se entende mais. Se encontra.
Você vai sofrer, mas vai passar. A dor vai diminuir e você vai se achar.
Vai viajar, sair pra jantar. Fazer novos planos, fazer novos amigos.
Vai passar. Tudo vai ficar bem.
Basta saber esperar.
domingo, 16 de abril de 2017
Desce que eu tô chegando
"Ela tinha cabelo liso e ideias enroladas. Olhos fundos. Sorriso
torto-charme. (...) Pela manhã,
cantava como se fosse algo normal. Pessoas que cantam pela manhã, de
longe, nunca são normais. Mas quem quer amar alguém normal?" (*)
Ela tinha medos inconfessáveis e pudores declarados. Ela tinha contradições que às vezes nem cabiam nela mesma.
Ela tinha manias irritantes e um mau humor enlouquecedor. Ela tinha vícios esquisitos que iam de livros estranhos até remédios de nariz de caráter duvidoso.
Ela caiu na minha vida quando tudo estava cinza e clareou meus dias. Me segurou quando eu caí. Me levantou tantas e tantas vezes que eu perdi as contas.
Ela ouvia minhas lamentações e me aconselhava com a maturidade de uma senhora de 67 anos. Mas me dava ideias malucas, e embarcava nas minhas aventuras, como se fosse uma adolescente. (Eu disse que ela era cheia de contradições)
Quando eu me dava conta, a gente tava brigando de manhã, ficando de bem de tarde e saindo pra beber de noite. Quando eu me dei conta, ela era mais que necessária na minha vida. Quando eu me dei conta, eu tava querendo ser feliz de novo e ela tava do meu lado pra comemorar.
Sem querer, a gente criou um ciclo próprio muito louco que tava se encaixando.
Por querer, a gente criou essa amizade e viu que tava funcionando...
E hoje eu afirmo que esses verbos no passado foram só pra causar um impacto.
Ela ainda tá do meu lado, em meio à minha loucura. E eu ainda tô aqui, em meio à loucura dela.
A gente continua se amando mesmo quando está se odiando.
E eu continuo dirigindo loucamente só pra chegar mais rápido e mandar ela descer porque eu tô chegando.
(*) Trecho inicial adaptado de Frederico Elboni.
Ela tinha medos inconfessáveis e pudores declarados. Ela tinha contradições que às vezes nem cabiam nela mesma.
Ela tinha manias irritantes e um mau humor enlouquecedor. Ela tinha vícios esquisitos que iam de livros estranhos até remédios de nariz de caráter duvidoso.
Ela caiu na minha vida quando tudo estava cinza e clareou meus dias. Me segurou quando eu caí. Me levantou tantas e tantas vezes que eu perdi as contas.
Ela ouvia minhas lamentações e me aconselhava com a maturidade de uma senhora de 67 anos. Mas me dava ideias malucas, e embarcava nas minhas aventuras, como se fosse uma adolescente. (Eu disse que ela era cheia de contradições)
Quando eu me dava conta, a gente tava brigando de manhã, ficando de bem de tarde e saindo pra beber de noite. Quando eu me dei conta, ela era mais que necessária na minha vida. Quando eu me dei conta, eu tava querendo ser feliz de novo e ela tava do meu lado pra comemorar.
Sem querer, a gente criou um ciclo próprio muito louco que tava se encaixando.
Por querer, a gente criou essa amizade e viu que tava funcionando...
E hoje eu afirmo que esses verbos no passado foram só pra causar um impacto.
Ela ainda tá do meu lado, em meio à minha loucura. E eu ainda tô aqui, em meio à loucura dela.
A gente continua se amando mesmo quando está se odiando.
E eu continuo dirigindo loucamente só pra chegar mais rápido e mandar ela descer porque eu tô chegando.
(*) Trecho inicial adaptado de Frederico Elboni.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
A última carta
Meu grande amor,
Te escrevo porque já não posso te olhar nos olhos e falar essas palavras. Te escrevo pra te dizer o quanto a vida é vazia sem você aqui.
Eu ainda lembro de quando tudo começou. Quantos anos passamos sendo apenas amigos, como se estivéssemos esperando o momento certo pra dar um passo que seria gigantesco em nossas vidas.
Será que aquele beijo, naquela rave, foi o momento certo? Hoje eu guardo essa dúvida. Mas naquele tempo eu só tinha certezas.
Aquele beijo foi o início de um relacionamento que era esperado por todas as pessoas a nossa volta há tanto tempo. E como era bom namorar você, lembra?
Foram tantas descobertas entre duas pessoas que já se conheciam, mas que parece que finalmente estavam se vendo.
Meu amor foi intenso. Eu te amei tanto. Ainda te amo.
Eu só queria te proteger, fazer você ser melhor. Queria que você visse em você o mesmo potencial que há tempos eu via.
Por muito tempo isso deu certo. Até que parou de funcionar.
As noites que dormíamos abraçados se transformaram em corpos afastados.
E hoje o que me resta são tantas lembranças... seus abraços, seus beijos. As poucas viagens que fizemos, mas que foram tão maravilhosas. Seus bilhetes, seus presentes. Seu cuidado com a nossa casa e nosso Anakin.
Dói tanto lembrar disso tudo e saber que a nossa vida ficou pra trás.
Ainda não perdi o costume de te procurar em alguns lugares. De pensar em você para dividir alguma novidade.
Ainda não aprendi que não tenho mais você comigo. Que perdi meu melhor amigo.
Não pensa que só dói em você. Também dói tanto em mim.
Dói tanto saber que eu não tenho um alguém pra chamar de meu no mundo. Dói mais ainda saber que esse alguém que eu perdi foi você.
Sei que um dia vamos seguir em frente. E vamos nos ver realizando sozinhos os sonhos que sonhávamos juntos.
Nem posso imaginar como vai ser.
Eu vou estar viajando pra lugares que você nunca me levou. Eu vou estar na Disney. Em Londres. No Sul.
Eu vou estar visitando os restaurantes que você nunca se importou. Vou estar saindo pra dançar em lugares que você nunca dançou.
Eu vou ter que viver toda uma vida sem você. E, embora um dia isso vá me fazer feliz, nem posso imaginar o quanto vai doer.
Eu queria ter vivido esses sonhos com você.
Queria que de alguma forma você sentisse que eu te desejo toda a paz do mundo. Paz pro seu coração, pra sua mente.
"Que seja infinito enquanto dure", você dizia.
E foi.
Livia.
Te escrevo porque já não posso te olhar nos olhos e falar essas palavras. Te escrevo pra te dizer o quanto a vida é vazia sem você aqui.
Eu ainda lembro de quando tudo começou. Quantos anos passamos sendo apenas amigos, como se estivéssemos esperando o momento certo pra dar um passo que seria gigantesco em nossas vidas.
Será que aquele beijo, naquela rave, foi o momento certo? Hoje eu guardo essa dúvida. Mas naquele tempo eu só tinha certezas.
Aquele beijo foi o início de um relacionamento que era esperado por todas as pessoas a nossa volta há tanto tempo. E como era bom namorar você, lembra?
Foram tantas descobertas entre duas pessoas que já se conheciam, mas que parece que finalmente estavam se vendo.
Meu amor foi intenso. Eu te amei tanto. Ainda te amo.
Eu só queria te proteger, fazer você ser melhor. Queria que você visse em você o mesmo potencial que há tempos eu via.
Por muito tempo isso deu certo. Até que parou de funcionar.
As noites que dormíamos abraçados se transformaram em corpos afastados.
E hoje o que me resta são tantas lembranças... seus abraços, seus beijos. As poucas viagens que fizemos, mas que foram tão maravilhosas. Seus bilhetes, seus presentes. Seu cuidado com a nossa casa e nosso Anakin.
Dói tanto lembrar disso tudo e saber que a nossa vida ficou pra trás.
Ainda não perdi o costume de te procurar em alguns lugares. De pensar em você para dividir alguma novidade.
Ainda não aprendi que não tenho mais você comigo. Que perdi meu melhor amigo.
Não pensa que só dói em você. Também dói tanto em mim.
Dói tanto saber que eu não tenho um alguém pra chamar de meu no mundo. Dói mais ainda saber que esse alguém que eu perdi foi você.
Sei que um dia vamos seguir em frente. E vamos nos ver realizando sozinhos os sonhos que sonhávamos juntos.
Nem posso imaginar como vai ser.
Eu vou estar viajando pra lugares que você nunca me levou. Eu vou estar na Disney. Em Londres. No Sul.
Eu vou estar visitando os restaurantes que você nunca se importou. Vou estar saindo pra dançar em lugares que você nunca dançou.
Eu vou ter que viver toda uma vida sem você. E, embora um dia isso vá me fazer feliz, nem posso imaginar o quanto vai doer.
Eu queria ter vivido esses sonhos com você.
Queria que de alguma forma você sentisse que eu te desejo toda a paz do mundo. Paz pro seu coração, pra sua mente.
"Que seja infinito enquanto dure", você dizia.
E foi.
Livia.
sábado, 1 de abril de 2017
"Para ler quando o amor acabar"
"Ninguém lida bem com o fim do amor. Nem um Buda saberia se despedir
sem sofrer, muito menos você, que é um ser humano cheio de emoções à
flor da pele. Mas, antes de mais nada, entenda que dor e raiva são dois
sentimentos suportáveis quando separados, mas corrosivos quando sentidos
juntos.
O fim do amor não é quando o relacionamento acaba. Essa é só a sentença, a assinatura, a burocracia. O sofrimento já veio antes, mas ficou represado no comodismo da vida planejada com direito a canteiro de flores e filhos correndo pela casa. O adeus destrói a contenção e inunda o terreno seguro. Faz a casinha com goteiras de onde você tanto reclamava se tornar um palácio nas suas lembranças. O passado não mudou. Mas a sua perspectiva sobre ele, sim.
O fim do amor embaralha os sentidos. Faz pensar no outro como a melhor criatura do mundo mesmo quando há tempos você já pensava em partir pra outra. Ele vai ser o amor da sua vida e todas as vezes que você desejou outro cara vão desaparecer da sua memória num passe de mágica. Era ele, tinha que ser ele, era absolutamente certo de que seria ele.
Quando a raiva sair de cena, quando a vontade de esmurrar a porta passar, no palco estarão protagonizando juntos, a mesma cena, você e o que você sente. Como numa dessas peças de improviso, em que nem um nem outro sabem qual é o próximo diálogo, o próximo movimento. A vida, por um tempo, vai ficar em suspenso. Você não sabe se vai sentir mais vontade de maldizer o ex-amor ou admitir que ainda sobrou um resquício da paixão.
Logo depois vai chegar a vontade da vingança. Você vai aprender a se maquiar melhor, vai saber a lista das bandas da semana que tocam na cidade. A lista telefônica vai aumentar, a quantidade de sapatos de salto alto também. A estratégia então é ocupar a cabeça para despistar o coração. Mas o medo de encontrá-lo a cada esquina vai fazer parte de você como os cílios postiços.
Não importa quanto tempo passe, você vai se sentir brutalmente traída quando um novo amor surgir. Vai se sentir ofendida quando ele usar a camiseta que vocês compraram juntos para apresentar a nova namorada no Facebook.
Também vai odiar os amigos dele que eram seus, achar absurdo que a mesma banda que ele cantava pra você esteja sendo entoada pra ela – e não importa se aquele som é o favorito dele, você vai sentir como se fosse exclusividade sua.
Aí, aos poucos, a maquiagem vai diminuir, a mágoa também e você vai estar disposta a conhecer gente nova de verdade. Vai entender que sentir nostalgia não é saudade e que lembrar com carinho não significa que você deseje a mesma vida de antes.
E aí você vai saber que a vida continua. E daqui a alguns dias você pode precisar ler tudo isso de novo porque um novo amor vai chegar e vai partir.
Só então vai perceber que eu menti quando disse que o amor acaba. Ele se metamorfoseia em lembrança bonita. Mas não acaba nunca porque vai estar em você pra sempre e em paz. Ainda bem."
- Marina Melz -
O fim do amor não é quando o relacionamento acaba. Essa é só a sentença, a assinatura, a burocracia. O sofrimento já veio antes, mas ficou represado no comodismo da vida planejada com direito a canteiro de flores e filhos correndo pela casa. O adeus destrói a contenção e inunda o terreno seguro. Faz a casinha com goteiras de onde você tanto reclamava se tornar um palácio nas suas lembranças. O passado não mudou. Mas a sua perspectiva sobre ele, sim.
O fim do amor embaralha os sentidos. Faz pensar no outro como a melhor criatura do mundo mesmo quando há tempos você já pensava em partir pra outra. Ele vai ser o amor da sua vida e todas as vezes que você desejou outro cara vão desaparecer da sua memória num passe de mágica. Era ele, tinha que ser ele, era absolutamente certo de que seria ele.
Quando a raiva sair de cena, quando a vontade de esmurrar a porta passar, no palco estarão protagonizando juntos, a mesma cena, você e o que você sente. Como numa dessas peças de improviso, em que nem um nem outro sabem qual é o próximo diálogo, o próximo movimento. A vida, por um tempo, vai ficar em suspenso. Você não sabe se vai sentir mais vontade de maldizer o ex-amor ou admitir que ainda sobrou um resquício da paixão.
Logo depois vai chegar a vontade da vingança. Você vai aprender a se maquiar melhor, vai saber a lista das bandas da semana que tocam na cidade. A lista telefônica vai aumentar, a quantidade de sapatos de salto alto também. A estratégia então é ocupar a cabeça para despistar o coração. Mas o medo de encontrá-lo a cada esquina vai fazer parte de você como os cílios postiços.
Não importa quanto tempo passe, você vai se sentir brutalmente traída quando um novo amor surgir. Vai se sentir ofendida quando ele usar a camiseta que vocês compraram juntos para apresentar a nova namorada no Facebook.
Também vai odiar os amigos dele que eram seus, achar absurdo que a mesma banda que ele cantava pra você esteja sendo entoada pra ela – e não importa se aquele som é o favorito dele, você vai sentir como se fosse exclusividade sua.
Aí, aos poucos, a maquiagem vai diminuir, a mágoa também e você vai estar disposta a conhecer gente nova de verdade. Vai entender que sentir nostalgia não é saudade e que lembrar com carinho não significa que você deseje a mesma vida de antes.
E aí você vai saber que a vida continua. E daqui a alguns dias você pode precisar ler tudo isso de novo porque um novo amor vai chegar e vai partir.
Só então vai perceber que eu menti quando disse que o amor acaba. Ele se metamorfoseia em lembrança bonita. Mas não acaba nunca porque vai estar em você pra sempre e em paz. Ainda bem."
- Marina Melz -
"O amor não tem ponto final"
"Eu nunca imaginei que teria que me despedir um dia. Separar-se de
alguém que lhe fez algum mal é difícil, mas, ter que aturar os dias
sozinho, longe do amor da sua vida, beira o insuportável.
Tenho tanto para lhe agradecer que seria tolice tentar enumerar cada uma das vezes em que fui melhor contigo. Aprendi tanto ao teu lado que, dificilmente, passarei um dia sequer sem que a tua lembrança invada a minha vida, em cada pequeno gesto que partilhamos, nestes que foram os melhores meses da minha curta e desvairada existência.
Nunca, em momento algum, conheci alguém tão brilhante quanto você e, lamento profundamente não poder continuar partilhando da luz que emana do teu íntimo. Sei que a alegria de dividir uma vida ao teu lado jamais será superada. Nem que choremos um oceano de saudades e, nem que este oceano transborde e alague todos os continentes, nem mesmo assim, a tristeza da falta que sentiremos será capaz de ser maior que a felicidade de termos sido um só, um dia.
Cada uma das canções que eu fizer, cada um dos pequenos poemas que eu escrever, cada uma das cidades em que eu passar e cada nova pessoa que eu conhecer, terão uma parte significativa de ti, pois, não tenho a mínima intenção de te esquecer e, nem se eu tivesse, seria capaz de consegui-lo.
Guardarei no cofre mais bem protegido do meu peito, cada um dos mais singulares instantes em que nos bastamos, para revê-los sempre que for preciso e abraçá-los todas as vezes em que a tua falta quiser companhia. Haverão dias em que viver não fará sentido, como agora, mas, se ainda posso te pedir alguma coisa, peço que me prometas que desistir nunca será uma opção.
“O importante do amor é que seja infinito enquanto dure”, disse Eduardo Galeano, e neste ponto eu tenho certeza que fomos extremamente bem sucedidos. Tenho um orgulho imensurável da história que construímos e, se por algumas desventuras ela não pôde ser continuada, que ao menos seja celebrada em cada uma das suas gloriosas conquistas!
Quando um dia, no seu tempo, a poeira da tristeza baixar, restarão os sorrisos; as discussões intermináveis (sempre vencidas pelos teus aquários, ainda que eu só admita agora); o suor das nossas mais deliciosas intimidades; as séries que nos fizeram refletir e – as vezes – querer desistir da vida; os melhores beijos que alguém pode ter; a vontade de largar tudo e fugir num motorhome e, principalmente, a companhia mais maravilhosa que já tivemos o prazer de usufruir.
Tudo isso e todas as tantas outras coisas que nos compuseram durante este tempo, são as partes que fazem do nosso amor a única coisa que realmente importa e, tenho absoluta certeza de que, jamais, nos esqueceremos do quanto fomos felizes e do quanto nos doamos.
Sinto que cada uma das dores que farão parte da nossas vidas durante este próximo capítulo, fazem parte do preço que pagamos por não sermos rasos. A profundidade é uma dádiva e uma maldição.
Tempos difíceis virão, mas, estes nos farão passarinhos e, um dia, num futuro não muito distante, as memórias que nos causarão dor agora, serão as mesmas que nos ajudarão a reconstruir as nossas asas.
Muito obrigado por tudo, eu sempre, sempre, sempre te amarei.
ps: essa não será a última vez em que escreverei para você."
Tenho tanto para lhe agradecer que seria tolice tentar enumerar cada uma das vezes em que fui melhor contigo. Aprendi tanto ao teu lado que, dificilmente, passarei um dia sequer sem que a tua lembrança invada a minha vida, em cada pequeno gesto que partilhamos, nestes que foram os melhores meses da minha curta e desvairada existência.
Nunca, em momento algum, conheci alguém tão brilhante quanto você e, lamento profundamente não poder continuar partilhando da luz que emana do teu íntimo. Sei que a alegria de dividir uma vida ao teu lado jamais será superada. Nem que choremos um oceano de saudades e, nem que este oceano transborde e alague todos os continentes, nem mesmo assim, a tristeza da falta que sentiremos será capaz de ser maior que a felicidade de termos sido um só, um dia.
Cada uma das canções que eu fizer, cada um dos pequenos poemas que eu escrever, cada uma das cidades em que eu passar e cada nova pessoa que eu conhecer, terão uma parte significativa de ti, pois, não tenho a mínima intenção de te esquecer e, nem se eu tivesse, seria capaz de consegui-lo.
Guardarei no cofre mais bem protegido do meu peito, cada um dos mais singulares instantes em que nos bastamos, para revê-los sempre que for preciso e abraçá-los todas as vezes em que a tua falta quiser companhia. Haverão dias em que viver não fará sentido, como agora, mas, se ainda posso te pedir alguma coisa, peço que me prometas que desistir nunca será uma opção.
“O importante do amor é que seja infinito enquanto dure”, disse Eduardo Galeano, e neste ponto eu tenho certeza que fomos extremamente bem sucedidos. Tenho um orgulho imensurável da história que construímos e, se por algumas desventuras ela não pôde ser continuada, que ao menos seja celebrada em cada uma das suas gloriosas conquistas!
Quando um dia, no seu tempo, a poeira da tristeza baixar, restarão os sorrisos; as discussões intermináveis (sempre vencidas pelos teus aquários, ainda que eu só admita agora); o suor das nossas mais deliciosas intimidades; as séries que nos fizeram refletir e – as vezes – querer desistir da vida; os melhores beijos que alguém pode ter; a vontade de largar tudo e fugir num motorhome e, principalmente, a companhia mais maravilhosa que já tivemos o prazer de usufruir.
Tudo isso e todas as tantas outras coisas que nos compuseram durante este tempo, são as partes que fazem do nosso amor a única coisa que realmente importa e, tenho absoluta certeza de que, jamais, nos esqueceremos do quanto fomos felizes e do quanto nos doamos.
Sinto que cada uma das dores que farão parte da nossas vidas durante este próximo capítulo, fazem parte do preço que pagamos por não sermos rasos. A profundidade é uma dádiva e uma maldição.
Tempos difíceis virão, mas, estes nos farão passarinhos e, um dia, num futuro não muito distante, as memórias que nos causarão dor agora, serão as mesmas que nos ajudarão a reconstruir as nossas asas.
Muito obrigado por tudo, eu sempre, sempre, sempre te amarei.
ps: essa não será a última vez em que escreverei para você."
"Quando é verdadeiro, o amor não vai embora"
"Só o tempo é capaz de consertar um amor que não deu certo. Só o passar
dos dias, meses e, quem sabe, anos, pode cicatrizar uma ferida e
despertar algo de melhor numa pessoa que teve de aprender com os
próprios erros. Nem sempre é possível retomar uma história, mas pode-se tentar algo novo.
As pessoas mudam. Inclusive, percebe-se que o sentimento era entregue em circunstâncias diferentes. Ainda assim, só o tempo pode colocar no lugar certas coisas e apagar certas lembranças.
O ressentimento nada mais é que um dos dois revivendo as amarguras do passado e não conseguindo desapegar daquilo que fez mal.
Não vale a pena.
Os dois sabem que não se deve cultivar rancores. Só que algumas vezes é inevitável que o orgulho crie um muro. Cercado, ele passa a rechaçar qualquer tentativa de fazer algo novo dar certo. Por isso que digo: não existe força mais poderosa do que o tempo. Quando é verdadeiro, o amor não vai embora.
O amor tem a incrível capacidade de se transformar, mas acaba ficando em nós de alguma forma. Em alguns casos, dizer que “ainda ama” pode até não ter o mesmo sentido que tinha antes, mas entrega que o sentimento era verdadeiro. E o que é verdadeiro persiste de tal forma que chega a nos surpreender.
As pessoas mudam. Inclusive, percebe-se que o sentimento era entregue em circunstâncias diferentes. Ainda assim, só o tempo pode colocar no lugar certas coisas e apagar certas lembranças.
O ressentimento nada mais é que um dos dois revivendo as amarguras do passado e não conseguindo desapegar daquilo que fez mal.
Não vale a pena.
Os dois sabem que não se deve cultivar rancores. Só que algumas vezes é inevitável que o orgulho crie um muro. Cercado, ele passa a rechaçar qualquer tentativa de fazer algo novo dar certo. Por isso que digo: não existe força mais poderosa do que o tempo. Quando é verdadeiro, o amor não vai embora.
O amor tem a incrível capacidade de se transformar, mas acaba ficando em nós de alguma forma. Em alguns casos, dizer que “ainda ama” pode até não ter o mesmo sentido que tinha antes, mas entrega que o sentimento era verdadeiro. E o que é verdadeiro persiste de tal forma que chega a nos surpreender.
Não existe milagre. De certo, tudo tem um momento para acontecer. E o
que tem de ser sempre ressurge. Mais maduro, ele pode enfim consertar o
que quer que seja que tenha cado pelo caminho.
Inclusive os amores quebrados de hoje."
- Gustavo Lacombe -
Inclusive os amores quebrados de hoje."
- Gustavo Lacombe -
terça-feira, 28 de março de 2017
"Da dificuldade de aceitar quando não somos amados"
"Com certeza você já passou por essa situação. A pessoa liga para o seu telefone. Você atende:
– Alô, Fê?
– Não é daqui não.
– Ué, não é o telefone da Fê?
– Não, não.
– Tem certeza? Ela me deu esse telefone ontem
– Não, amigo, não é, tenho certeza.
– Claro que é, eu já falei com ela nesse telefone! Chama ela aí!
– Não é, é engano, ok?
– Não é engano, você que tá falando besteira, esse telefone é da Fê sim!
E o sujeito segue tentando TE convencer de que o SEU telefone é da Fê. Você sabe que não é, mas ele insiste e tenta te convencer. Muita gente age assim com o amor. Quer convencer o outro de que ele sente algo que não sente. Não se conforma e tenta de todas as maneiras convencer você de que você sente algo que você sabe e fala que não sente, ou mesmo se não fala, não sente. E a pessoa não desiste e segue tentando, percebam, não tentando fazer você se apaixonar, mas te convencer de que você já está apaixonado.
Eu entendo e sei bem que é difícil lidar com isso, com alguém por quem você é apaixonado não ser apaixonado por você. Quem nunca pensou algo como “como você pode ficar com esse cara que te traiu com a professora de Ioga de vocês?” que atire a primeira pedra. É difícil, dói, a gente tenta se iludir, se convencer, tenta fazer doer menos. Não conseguimos entender como aquela pessoa pode não se apaixonar por alguém como nós. Que coração de pedra, que mau gosto! Como ela pode preferir o advogado bem sucedido bonito, sarado e rico a mim? Como ele pode se apaixonar por aquela bailarina linda, magra e simpática e não por mim? Inaceitável! E é nesse ponto que agimos como o cara que liga procurando a Fê.
É nessa hora que achamos que sabemos mais que a pessoa. Aí encontramos justificativas como “Você está com medo de se entregar”, “você me ama e não sabe”, “você não quer me dizer que está apaixonada” etc. E a pessoa se sente como a gente quando ligam pro nosso telefone e tentam nos convencer de que aquele telefone é da Fê. E a pessoa não quer ser direta e dizer que não tem nenhuma Fê ali, por medo de magoar a outra pessoa. Então ela enrola, ela desconversa, tenta sair pela tangente, mas, quanto mais a pessoa tenta não ser tão direta, mais isso alimenta os “você tá com medo de se entregar” e “você ainda não sabe que me ama”. Mas a verdade é: não tem nenhuma Fê ali.
A pessoa não está com medo, nem te ama sem saber, ela simplesmente não te ama, não está apaixonada.
Porque o pior não é ouvirmos que não tem nenhuma Fê ali, o pior é a pessoa, por vergonha ou medo de magoar, se cansar e dizer “Tá, tá, eu sou a Fê sim, pode falar”. Porque aí você vai entrar em um relacionamento com a outra pessoa pressionada a te dizer que sente algo que ela não sente.
Enquanto isso, a Fê verdadeira está em algum lugar por aí."
- Léo Luz -
– Alô, Fê?
– Não é daqui não.
– Ué, não é o telefone da Fê?
– Não, não.
– Tem certeza? Ela me deu esse telefone ontem
– Não, amigo, não é, tenho certeza.
– Claro que é, eu já falei com ela nesse telefone! Chama ela aí!
– Não é, é engano, ok?
– Não é engano, você que tá falando besteira, esse telefone é da Fê sim!
E o sujeito segue tentando TE convencer de que o SEU telefone é da Fê. Você sabe que não é, mas ele insiste e tenta te convencer. Muita gente age assim com o amor. Quer convencer o outro de que ele sente algo que não sente. Não se conforma e tenta de todas as maneiras convencer você de que você sente algo que você sabe e fala que não sente, ou mesmo se não fala, não sente. E a pessoa não desiste e segue tentando, percebam, não tentando fazer você se apaixonar, mas te convencer de que você já está apaixonado.
Eu entendo e sei bem que é difícil lidar com isso, com alguém por quem você é apaixonado não ser apaixonado por você. Quem nunca pensou algo como “como você pode ficar com esse cara que te traiu com a professora de Ioga de vocês?” que atire a primeira pedra. É difícil, dói, a gente tenta se iludir, se convencer, tenta fazer doer menos. Não conseguimos entender como aquela pessoa pode não se apaixonar por alguém como nós. Que coração de pedra, que mau gosto! Como ela pode preferir o advogado bem sucedido bonito, sarado e rico a mim? Como ele pode se apaixonar por aquela bailarina linda, magra e simpática e não por mim? Inaceitável! E é nesse ponto que agimos como o cara que liga procurando a Fê.
É nessa hora que achamos que sabemos mais que a pessoa. Aí encontramos justificativas como “Você está com medo de se entregar”, “você me ama e não sabe”, “você não quer me dizer que está apaixonada” etc. E a pessoa se sente como a gente quando ligam pro nosso telefone e tentam nos convencer de que aquele telefone é da Fê. E a pessoa não quer ser direta e dizer que não tem nenhuma Fê ali, por medo de magoar a outra pessoa. Então ela enrola, ela desconversa, tenta sair pela tangente, mas, quanto mais a pessoa tenta não ser tão direta, mais isso alimenta os “você tá com medo de se entregar” e “você ainda não sabe que me ama”. Mas a verdade é: não tem nenhuma Fê ali.
A pessoa não está com medo, nem te ama sem saber, ela simplesmente não te ama, não está apaixonada.
Porque o pior não é ouvirmos que não tem nenhuma Fê ali, o pior é a pessoa, por vergonha ou medo de magoar, se cansar e dizer “Tá, tá, eu sou a Fê sim, pode falar”. Porque aí você vai entrar em um relacionamento com a outra pessoa pressionada a te dizer que sente algo que ela não sente.
Enquanto isso, a Fê verdadeira está em algum lugar por aí."
- Léo Luz -
"Tudo bem não ser perfeito..."
"Vamos, hipoteticamente, dividir o mundo em três grupões de pessoas:
O grupo 1 é aquele que tem as pessoas perfeitas. A galera certinha. Todo o mundo zen. É grupo de gente realizada e bem resolvida. O grupo da retidão. É a galera que anota os gastos em planilha do Excel, coloca CPF na nota, não faz grosseria com a moça do telemarketing, perdoa os chifres do ex e deseja que ele seja muito feliz daqui pra frente amém.
Já o grupo 2 é aquele que não tá nem aí pra hora do Brasil. É o grupo em que vive o ex dos chifres. É a galera que mente na caruda, falsifica carteirinha, bate no carro dos outros, não deixa nem um bilhete e ainda reclama de corrupção. É aquela galera que vai vivendo sem pensar muito no mundo e nos outros porque na real não tem muita capacidade de reflexão.
O grupo 3, por sua vez, é o grupo da meiuca. A galera que tá aí no mundo acertando de vez em quando e fazendo merda de vez em sempre. É a galera que fica meio noiada com as merdas que faz e se esforça pra tentar ser um pouquinho melhor. É a turma que de vez em quando pensa que seria maravilhoso se o ex tomasse uns chifres, mas logo desencana do pensamento vingativo porque tá ligado que atrai coisa ruim. É a galera que até atende o telefone educadamente, mas perde a paciência quando a Cilene liga pela 28ª vez oferecendo cartão do Itaú…
Pois bem. Quero compartilhar umas epifanias com a tchurma do grupo 3.
Então, gente… Não é fácil mesmo não, viu? Eu tô ligada que a gente se esforça, faz terapia, vê vídeo da Monja Coen e recorre à filosofia e às mensagens de gratidão.
Eu tô ligada que a gente se empenha em ser melhor. A gente lê, estuda, reza, medita e se debruça em religião e física quântica, mas eu tô ligada de vez em quando tudo rui.
Eu tô ligada que de vez em quando a gente fica na merda, a gente fica puto, a gente fica louco da vida e fala besteira, faz grosseria e uma ou outra escrotidão. De vez em quando a gente se sente o cocô do cavalo do bandido. De vez em quando não há positividade que dê jeito na gente. De vez em quando a gente morre de raiva, inveja, ciúme, derrotismo e todos aqueles sentimentos que a gente sabe que não são bons não…
Só estou dizendo isso porque acho que essa é uma crise que ultrapassa os limites do meu quarto e esses dias, entre vídeos da monja Coen e as minhas leituras noturnas, eu percebi que isso é só humanidade.
O ser humano é muito mais complexo do que a legendinha da selfie. O que vale é o esforço. Se há a mínima reflexão e o reexame das próprias atitudes, certamente estamos no caminho certo…
Relaxa que lá no grupo 1 é mó solidão…"
- Duda Costa -
O grupo 1 é aquele que tem as pessoas perfeitas. A galera certinha. Todo o mundo zen. É grupo de gente realizada e bem resolvida. O grupo da retidão. É a galera que anota os gastos em planilha do Excel, coloca CPF na nota, não faz grosseria com a moça do telemarketing, perdoa os chifres do ex e deseja que ele seja muito feliz daqui pra frente amém.
Já o grupo 2 é aquele que não tá nem aí pra hora do Brasil. É o grupo em que vive o ex dos chifres. É a galera que mente na caruda, falsifica carteirinha, bate no carro dos outros, não deixa nem um bilhete e ainda reclama de corrupção. É aquela galera que vai vivendo sem pensar muito no mundo e nos outros porque na real não tem muita capacidade de reflexão.
O grupo 3, por sua vez, é o grupo da meiuca. A galera que tá aí no mundo acertando de vez em quando e fazendo merda de vez em sempre. É a galera que fica meio noiada com as merdas que faz e se esforça pra tentar ser um pouquinho melhor. É a turma que de vez em quando pensa que seria maravilhoso se o ex tomasse uns chifres, mas logo desencana do pensamento vingativo porque tá ligado que atrai coisa ruim. É a galera que até atende o telefone educadamente, mas perde a paciência quando a Cilene liga pela 28ª vez oferecendo cartão do Itaú…
Pois bem. Quero compartilhar umas epifanias com a tchurma do grupo 3.
Então, gente… Não é fácil mesmo não, viu? Eu tô ligada que a gente se esforça, faz terapia, vê vídeo da Monja Coen e recorre à filosofia e às mensagens de gratidão.
Eu tô ligada que a gente se empenha em ser melhor. A gente lê, estuda, reza, medita e se debruça em religião e física quântica, mas eu tô ligada de vez em quando tudo rui.
Eu tô ligada que de vez em quando a gente fica na merda, a gente fica puto, a gente fica louco da vida e fala besteira, faz grosseria e uma ou outra escrotidão. De vez em quando a gente se sente o cocô do cavalo do bandido. De vez em quando não há positividade que dê jeito na gente. De vez em quando a gente morre de raiva, inveja, ciúme, derrotismo e todos aqueles sentimentos que a gente sabe que não são bons não…
Só estou dizendo isso porque acho que essa é uma crise que ultrapassa os limites do meu quarto e esses dias, entre vídeos da monja Coen e as minhas leituras noturnas, eu percebi que isso é só humanidade.
O ser humano é muito mais complexo do que a legendinha da selfie. O que vale é o esforço. Se há a mínima reflexão e o reexame das próprias atitudes, certamente estamos no caminho certo…
Relaxa que lá no grupo 1 é mó solidão…"
- Duda Costa -
segunda-feira, 27 de março de 2017
Sinais divinos
Ontem eu fui dormir querendo morrer né (vide meu último post).
Hoje eu acordei querendo morrer.
Lá pela hora do almoço eu quase morri.
Discuti ~intensamente~ com uma amiga (a que mais tem me aguentado ultimamente) e por uns momentos me imaginei tendo que passar por essa fase sem ela do meu lado.
E fui trabalhar querendo tacar o carro numa parede.
É incrível como algumas pessoas (as especiais) tem o dom de nos colocar pra baixo ou pra cima só com simples palavras ou pequenos gestos.
No auge da depressão a criatura me manda essa mensagem:
Gente. Gente!
É muito amor, né não? 😍
A partir dali meu dia melhorou.
--x--
Na semana passada meus alunos do 8º ano (de 12 a 14 anos) perceberam que eu estava sem aliança e me perguntaram se eu estava solteira. Eu disse que sim. E uma criaturinha fofa me fala: "vou orar por vc, prof!"
Hoje essa mesma criaturinha manda essa:
- Prof, vc tá feliz?
- Médio, pq?
- Tô preocupada com vc.
Gente. Gente!
É muito amor, né não? 😍
A partir dali meu dia clareou mais ainda.
--x--
No fim do dia precisei encarar uma conversa séria com o ex: a custódia do cachorro.
Tava com muito medo disso ser um problema e complicar ainda mais esses sentimentos de derrota e tristeza que vira e mexe brotam aqui.
E, pra minha surpresa, ele cumpriu com o prometido e disse que o Anakin vem ficar comigo assim que eu me mudar.
Gente. Gente!
Só não vou dizer que é muito amor porque é o ex, né...
Desse momento em diante eu já tava quase parando no bar pra tomar um porre de felicidade.
--x--
Agora, pausa pra reflexão.
Meu dia começou uma bosta. E assim que eu deixei a primeira coisa boa surgir, tudo deu certo.
Se isso não é um sinal divino de que eu vou ficar bem, eu não sei de mais nada nessa vida.
Estabilidade mental, me aguarde que eu tô chegando!
Hoje eu acordei querendo morrer.
Lá pela hora do almoço eu quase morri.
Discuti ~intensamente~ com uma amiga (a que mais tem me aguentado ultimamente) e por uns momentos me imaginei tendo que passar por essa fase sem ela do meu lado.
E fui trabalhar querendo tacar o carro numa parede.
É incrível como algumas pessoas (as especiais) tem o dom de nos colocar pra baixo ou pra cima só com simples palavras ou pequenos gestos.
No auge da depressão a criatura me manda essa mensagem:
Gente. Gente!
É muito amor, né não? 😍
A partir dali meu dia melhorou.
--x--
Na semana passada meus alunos do 8º ano (de 12 a 14 anos) perceberam que eu estava sem aliança e me perguntaram se eu estava solteira. Eu disse que sim. E uma criaturinha fofa me fala: "vou orar por vc, prof!"
Hoje essa mesma criaturinha manda essa:
- Prof, vc tá feliz?
- Médio, pq?
- Tô preocupada com vc.
Gente. Gente!
É muito amor, né não? 😍
A partir dali meu dia clareou mais ainda.
--x--
No fim do dia precisei encarar uma conversa séria com o ex: a custódia do cachorro.
Tava com muito medo disso ser um problema e complicar ainda mais esses sentimentos de derrota e tristeza que vira e mexe brotam aqui.
E, pra minha surpresa, ele cumpriu com o prometido e disse que o Anakin vem ficar comigo assim que eu me mudar.
Gente. Gente!
Só não vou dizer que é muito amor porque é o ex, né...
Desse momento em diante eu já tava quase parando no bar pra tomar um porre de felicidade.
--x--
Agora, pausa pra reflexão.
Meu dia começou uma bosta. E assim que eu deixei a primeira coisa boa surgir, tudo deu certo.
Se isso não é um sinal divino de que eu vou ficar bem, eu não sei de mais nada nessa vida.
Estabilidade mental, me aguarde que eu tô chegando!
domingo, 26 de março de 2017
Sobre frustrações e depressões
Ok, eu sei, ninguém lê esse blog. Mas, se por ventura você chegou até aqui, ou se eu dei o endereço pra você, isso te torna especial por algum motivo. Mas eu queria te avisar que o texto a seguir é ridiculamente deprimente...
Assisti na Netflix o especial do Felipe Neto (Não faz sentido). Achei que ia ser uma pegada meio stand-up comedy, mas desde o início ele avisa que não é, que é um texto sobre a vida dele.
E ele vai contando como levou porrada da vida até conseguir fazer sucesso. Quantas vezes ele se viu derrotado e sem estímulos pra continuar, mas mesmo assim continuava. E depois de tantas frustrações, finalmente ele conseguiu emplacar um vídeo no youtube, caiu na mídia e começou a ganhar dinheiro com isso.
Ele levou porrada na vida até um certo ponto e lá pelos 22 anos conseguiu o que queria e se achou. E ele fala na peça como a gente deve enfrentar nossos medos e seguir nossos sonhos, independente do que falam pra nos diminuir ou nos atrasar.
Ok, sai do Felipe Neto, corta pra Livia.
Eu não consigo me lembrar quando foi que eu não me senti frustrada. E quando comecei a me comparar com o que eu tava ouvindo no vídeo, listei a situação da minha vida:
Eu tenho 33 anos e não tenho absolutamente porra nenhuma: nem apartamento, nem dinheiro, nem sonhos, nem perspectivas, nem companhia, nem amigos verdadeiros.
Eu tenho um cachorro que não mora mais comigo e um carro que divido com o ex.
Cara, que bosta de vida.
O pior de tudo é que eu me acho uma pessoa razoavelmente inteligente. Mas o que foi que eu fiz da vida?
Estudei que nem uma filha da puta pra entrar e pra sair de uma faculdade onde eu nunca me encontrei.
Comecei a trabalhar em empregos que não me completavam e só me via mais deprimida a cada dia.
Fui demitida porque, convenhamos, quem quer trabalhar com gente depressiva e desmotivada, ainda mais em meio a uma crise?
E o que eu fiz? Fui estudar de novo pra mudar de área. E agora?
Agora eu tenho um outro emprego que ultimamente não tem me preenchido mais e, por isso, a mesma frustração voltou só que com uma cara nova.
Eu fico me perguntando o que meus professores da escola falariam ao se deparar com essa decepção de pessoa...
Aí vamos falar de vida pessoal:
A única relação duradoura que eu tinha acabou e eu fiquei sozinha.
Meus "amigos" não tem tempo pra mim. E olha que às vezes eu imploro por uns minutos.
Moro com a minha mãe numa casa onde eu não sou bem vinda porque violo uma dinâmica que não me cabe mais.
Não tenho meus móveis, minhas coisas, minha casa, meu cachorro.
É, tá foda...
Aí eu fico ouvindo a voz do Felipe Neto dizendo que a gente não pode desistir dos nossos sonhos. Gente, nem sonho eu tenho mais!
Eu vivo um dia de cada vez, repetindo a mesma rotina, as mesmas tristezas, as mesmas decepções.
E fico com a sensação de que a minha vida ainda vai dar certo, ainda vai começar.
Mas e se já tiver começado e terminado e eu não percebi?
A cada dia fica mais difícil me ver mais perto dos 40 anos numa vida frustrada, sem sonhos, sem direção, sem pessoas... só eu.
Assisti na Netflix o especial do Felipe Neto (Não faz sentido). Achei que ia ser uma pegada meio stand-up comedy, mas desde o início ele avisa que não é, que é um texto sobre a vida dele.
E ele vai contando como levou porrada da vida até conseguir fazer sucesso. Quantas vezes ele se viu derrotado e sem estímulos pra continuar, mas mesmo assim continuava. E depois de tantas frustrações, finalmente ele conseguiu emplacar um vídeo no youtube, caiu na mídia e começou a ganhar dinheiro com isso.
Ele levou porrada na vida até um certo ponto e lá pelos 22 anos conseguiu o que queria e se achou. E ele fala na peça como a gente deve enfrentar nossos medos e seguir nossos sonhos, independente do que falam pra nos diminuir ou nos atrasar.
Ok, sai do Felipe Neto, corta pra Livia.
Eu não consigo me lembrar quando foi que eu não me senti frustrada. E quando comecei a me comparar com o que eu tava ouvindo no vídeo, listei a situação da minha vida:
Eu tenho 33 anos e não tenho absolutamente porra nenhuma: nem apartamento, nem dinheiro, nem sonhos, nem perspectivas, nem companhia, nem amigos verdadeiros.
Eu tenho um cachorro que não mora mais comigo e um carro que divido com o ex.
Cara, que bosta de vida.
O pior de tudo é que eu me acho uma pessoa razoavelmente inteligente. Mas o que foi que eu fiz da vida?
Estudei que nem uma filha da puta pra entrar e pra sair de uma faculdade onde eu nunca me encontrei.
Comecei a trabalhar em empregos que não me completavam e só me via mais deprimida a cada dia.
Fui demitida porque, convenhamos, quem quer trabalhar com gente depressiva e desmotivada, ainda mais em meio a uma crise?
E o que eu fiz? Fui estudar de novo pra mudar de área. E agora?
Agora eu tenho um outro emprego que ultimamente não tem me preenchido mais e, por isso, a mesma frustração voltou só que com uma cara nova.
Eu fico me perguntando o que meus professores da escola falariam ao se deparar com essa decepção de pessoa...
Aí vamos falar de vida pessoal:
A única relação duradoura que eu tinha acabou e eu fiquei sozinha.
Meus "amigos" não tem tempo pra mim. E olha que às vezes eu imploro por uns minutos.
Moro com a minha mãe numa casa onde eu não sou bem vinda porque violo uma dinâmica que não me cabe mais.
Não tenho meus móveis, minhas coisas, minha casa, meu cachorro.
É, tá foda...
Aí eu fico ouvindo a voz do Felipe Neto dizendo que a gente não pode desistir dos nossos sonhos. Gente, nem sonho eu tenho mais!
Eu vivo um dia de cada vez, repetindo a mesma rotina, as mesmas tristezas, as mesmas decepções.
E fico com a sensação de que a minha vida ainda vai dar certo, ainda vai começar.
Mas e se já tiver começado e terminado e eu não percebi?
A cada dia fica mais difícil me ver mais perto dos 40 anos numa vida frustrada, sem sonhos, sem direção, sem pessoas... só eu.
sexta-feira, 24 de março de 2017
"Ela mudou"
"Você vai perdê-la por não conseguir enxergar tão longe quanto ela. Se
parar pra pensar direito, verá que seus sonhos são opostos ao dela. Se
você parar de mirar apenas ao próprio umbigo, perceberá que ela precisa
de alguém que ande junto. Você tem servido apenas como âncora dos dias
que ela apenas quer deixar pra trás. Não é para negar o passado, mas ela
quer o futuro. Você quer continuar a prendendo ao que um dia ela foi.
Não sei se você reparou, mas ela mudou.
Um dia você abrirá os olhos e verá apenas os passos mudos da despedida que já está anunciada. Conseguirá ver uma lágrima furtiva descer pelo rosto dela junto com um “eu te avisei” inconveniente. Ela te lembrará de todas as vezes que perguntou “vamos?” e você se conformou com o lugar onde estava. E aí entenderá que a sua zona de conforto era a morte pra ela. Que a sua falta de ambição na vida era o jazigo perpétuo de vocês dois.
Sei que nessa hora, diante do estrago já feito, você vai partir correndo ao encontro dela e pedir pra refazer o caminho. Vai bater no peito dizendo que consegue mudar o que é e que quer viver todas essas expectativas com ela. Tenho certeza de que ela acreditará na sua promessa, mas não terá mais coragem de fazer força sozinha. Ela aprendeu que amar sozinha não é amor, é fardo.
E aquilo que a trava o riso deve ser deixado para trás.
Te digo isso tudo, cara, porque pode ser até que você não tenha enxergado o fim apontando na reta. Pode ser que no seu íntimo você acabe encontrando um desejo de não continuar nessa história. Talvez sobre o apego, sobre um resquício de vontade em fazer durar, sobre um capricho. Aviso: é inútil. Não há porquê se prender a um romance andando de mãos dadas com o fracasso por simples desejo.
Reconhecer o final também é um carinho.
Abra bem seus olhos. Não apenas para ela, mas para o que você mesmo quer da sua vida. Não a prenda e não se prenda, mas se for para abraçá-la com força, entenda toda a força dos sonhos dela.
Demore-se nos planos que traçou e compreenda que ela não vai abrir mão deles. Ela quer ir aonde for contigo, mas o seu desejo de ficar parado torna inevitável a separação. Você vai perdê-la pelo simples fato de que não quer estar nos lugares onde ela quer chegar.
E esse amor acabará ficando pra trás."
- Gustavo Lacombe -
Não sei se você reparou, mas ela mudou.
Um dia você abrirá os olhos e verá apenas os passos mudos da despedida que já está anunciada. Conseguirá ver uma lágrima furtiva descer pelo rosto dela junto com um “eu te avisei” inconveniente. Ela te lembrará de todas as vezes que perguntou “vamos?” e você se conformou com o lugar onde estava. E aí entenderá que a sua zona de conforto era a morte pra ela. Que a sua falta de ambição na vida era o jazigo perpétuo de vocês dois.
Sei que nessa hora, diante do estrago já feito, você vai partir correndo ao encontro dela e pedir pra refazer o caminho. Vai bater no peito dizendo que consegue mudar o que é e que quer viver todas essas expectativas com ela. Tenho certeza de que ela acreditará na sua promessa, mas não terá mais coragem de fazer força sozinha. Ela aprendeu que amar sozinha não é amor, é fardo.
E aquilo que a trava o riso deve ser deixado para trás.
Te digo isso tudo, cara, porque pode ser até que você não tenha enxergado o fim apontando na reta. Pode ser que no seu íntimo você acabe encontrando um desejo de não continuar nessa história. Talvez sobre o apego, sobre um resquício de vontade em fazer durar, sobre um capricho. Aviso: é inútil. Não há porquê se prender a um romance andando de mãos dadas com o fracasso por simples desejo.
Reconhecer o final também é um carinho.
Abra bem seus olhos. Não apenas para ela, mas para o que você mesmo quer da sua vida. Não a prenda e não se prenda, mas se for para abraçá-la com força, entenda toda a força dos sonhos dela.
Demore-se nos planos que traçou e compreenda que ela não vai abrir mão deles. Ela quer ir aonde for contigo, mas o seu desejo de ficar parado torna inevitável a separação. Você vai perdê-la pelo simples fato de que não quer estar nos lugares onde ela quer chegar.
E esse amor acabará ficando pra trás."
- Gustavo Lacombe -
quarta-feira, 22 de março de 2017
"Esqueça quem não traz paz"
"Por muitas vezes eu quis te entender. Eu quis estar um passo a frente para ser um super-herói e entender você.
Eu quis te abraçar em todas as suas crises, tirar a sua culpa, fingir que era minha burrice, aceitar qualquer esquisitice, rir quando você reclamar da sua celulite que nem existe e acredite…
Eu fiz tudo isso.
Só que parece que tudo foi em vão.
Só que não aceito.
Não.
Os seus olhos estão querendo dizer palavras que não consegue explicar, mas eu sei o que tu queres falar. Eu sei que queres que eu faça de tudo pra confiar, pra que eu possa te amar.
Só que você parece estar presa em um passado para te atordoar. Você espera para uma felicidade que não dá chance de chegar.
Para de pensar, dessa vez não se deixe raciocinar.
Então deixa eu te remar,
deixa eu te abraçar,
deixa eu te amar sem hora pra acabar.
Não olhe para trás.
Esqueça quem não traz.
Mais
Paz
Eu sou um bom rapaz. Eu juro que não vai ter mais motivos para você chorar mais.
Acabou. Você merece descansar, mesmo que eu tentasse adjetivar palavras seriam pouco. Nesse mundo de lobos, eu me permiti gostar de você e estar apaixonadamente louco.
Eu não quero mais ter que procurar, em outros lugares, um novo lar, então, por favor deixa eu entrar…
E me deixa ficar do seu lado, enquanto eu não estiver sugado por teus lábios.
Me deixa entender e proporcionar o prazer de ser amado
E provar aos outros que escolher amar não é estar errado"
- Yamí Couto -
Eu quis te abraçar em todas as suas crises, tirar a sua culpa, fingir que era minha burrice, aceitar qualquer esquisitice, rir quando você reclamar da sua celulite que nem existe e acredite…
Eu fiz tudo isso.
Só que parece que tudo foi em vão.
Só que não aceito.
Não.
Os seus olhos estão querendo dizer palavras que não consegue explicar, mas eu sei o que tu queres falar. Eu sei que queres que eu faça de tudo pra confiar, pra que eu possa te amar.
Só que você parece estar presa em um passado para te atordoar. Você espera para uma felicidade que não dá chance de chegar.
Para de pensar, dessa vez não se deixe raciocinar.
Então deixa eu te remar,
deixa eu te abraçar,
deixa eu te amar sem hora pra acabar.
Não olhe para trás.
Esqueça quem não traz.
Mais
Paz
Eu sou um bom rapaz. Eu juro que não vai ter mais motivos para você chorar mais.
Acabou. Você merece descansar, mesmo que eu tentasse adjetivar palavras seriam pouco. Nesse mundo de lobos, eu me permiti gostar de você e estar apaixonadamente louco.
Eu não quero mais ter que procurar, em outros lugares, um novo lar, então, por favor deixa eu entrar…
E me deixa ficar do seu lado, enquanto eu não estiver sugado por teus lábios.
Me deixa entender e proporcionar o prazer de ser amado
E provar aos outros que escolher amar não é estar errado"
- Yamí Couto -
"Se você se descuidar do seu amor, vai acabar perdendo-o"
"Começamos e fomos felizes durante muito tempo como poucos casais.
Diziam que nós nascemos para ficar juntos.
Confesso que, por meses, acreditei nisso. Mas parece que depois, alguma coisa se perdeu. Alguma coisa se quebrou. Desandou. E eu já não sei onde errei, já não sei o que poderia ter feito diferente…
Agora tanto faz, parece que você já cumpriu sua missão na minha vida. Que eu já aprendi a minha lição.
Sei lá, parece que uma hora o sofrimento te deixa mais esperto, consegue entender? É como se as lágrimas fossem dicionários, enciclopédias inteiras, que ao se esvaírem, vão deixando visíveis certas informações. Imagine o que não ficaria à mostra se secassem os oceanos? Tudo bem, os peixes e outros milhões de seres vivos morreriam, mas não é essa a questão – imagina quantos navios não teriam histórias para contar se pudessem ser vistos de novo depois do secar do mar?
Depois da primeira fase, depois do primeiro impacto, depois dos primeiros segundos sem ar desde que você se foi, consegui entender, aceitar e até ter argumentos mais plausíveis para recusar certas coisas. Certas ações tuas. Eu me doei demais. Acho que no amor, no jogo e até nas amizades, precisa haver um meio termo.
Por mais que digam por aí que a gente não tem que focar no retorno, é isso que nos aquece o coração. São pequenos gestos, pequenas demonstrações de reciprocidade, de amor, são pequenas amostras de – ei, tô aqui para você, viu? Esquece não.
Esquecemos. Com o passar dos dias dentro de um amor, acabamos nos esquecendo de valorizar as pequenas coisas. É que tudo já foi conquistado. Todo o terreno já é nosso. Não existem mais batalhas, não existem mais áreas a serem exploradas…
É assim que começamos a dizer adeus sem notar: vamos indo embora quando achamos que já temos todos e mais alguns motivos para ficar porque tudo ali é nosso.
Mas qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, sem manutenção, cai. Os dentes apodrecem, as plantas secam, os prédios desmoronam e os amores acabam."
- Matheus Rocha -
Confesso que, por meses, acreditei nisso. Mas parece que depois, alguma coisa se perdeu. Alguma coisa se quebrou. Desandou. E eu já não sei onde errei, já não sei o que poderia ter feito diferente…
Agora tanto faz, parece que você já cumpriu sua missão na minha vida. Que eu já aprendi a minha lição.
Sei lá, parece que uma hora o sofrimento te deixa mais esperto, consegue entender? É como se as lágrimas fossem dicionários, enciclopédias inteiras, que ao se esvaírem, vão deixando visíveis certas informações. Imagine o que não ficaria à mostra se secassem os oceanos? Tudo bem, os peixes e outros milhões de seres vivos morreriam, mas não é essa a questão – imagina quantos navios não teriam histórias para contar se pudessem ser vistos de novo depois do secar do mar?
Depois da primeira fase, depois do primeiro impacto, depois dos primeiros segundos sem ar desde que você se foi, consegui entender, aceitar e até ter argumentos mais plausíveis para recusar certas coisas. Certas ações tuas. Eu me doei demais. Acho que no amor, no jogo e até nas amizades, precisa haver um meio termo.
Por mais que digam por aí que a gente não tem que focar no retorno, é isso que nos aquece o coração. São pequenos gestos, pequenas demonstrações de reciprocidade, de amor, são pequenas amostras de – ei, tô aqui para você, viu? Esquece não.
Esquecemos. Com o passar dos dias dentro de um amor, acabamos nos esquecendo de valorizar as pequenas coisas. É que tudo já foi conquistado. Todo o terreno já é nosso. Não existem mais batalhas, não existem mais áreas a serem exploradas…
É assim que começamos a dizer adeus sem notar: vamos indo embora quando achamos que já temos todos e mais alguns motivos para ficar porque tudo ali é nosso.
Mas qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, sem manutenção, cai. Os dentes apodrecem, as plantas secam, os prédios desmoronam e os amores acabam."
- Matheus Rocha -
sábado, 18 de março de 2017
"Evermore" - The Beauty and The Beast
I was the one who had it all
I was the master of my fate
I never needed anybody in my life
I learned the truth too late
I'll never shake away the pain
I close my eyes but she's still there
I let her steal into my melancholy heart
It's more than I can bear
Now I know she'll never leave me
Even as she runs away
She will still torment me, calm me, hurt me
Move me, come what may
Wasting in my lonely tower
Waiting by an open door
I'll fool myself she'll walk right in
And be with me for evermore
I rage against the trials of love
I curse the fading of the light
Though she's already flown so far beyond my reach
She's never out of sight
Now I know she'll never leave me
Even as she fades from view
She will still inpire me, be a part of
Everything I do
Wasting in my lonely tower
Waiting by an open door
I'll fool myself she'll walk right in
And as the long, long nights begin
I'll think of all that might have been
Waiting here for evermore!
I was the master of my fate
I never needed anybody in my life
I learned the truth too late
I'll never shake away the pain
I close my eyes but she's still there
I let her steal into my melancholy heart
It's more than I can bear
Now I know she'll never leave me
Even as she runs away
She will still torment me, calm me, hurt me
Move me, come what may
Wasting in my lonely tower
Waiting by an open door
I'll fool myself she'll walk right in
And be with me for evermore
I rage against the trials of love
I curse the fading of the light
Though she's already flown so far beyond my reach
She's never out of sight
Now I know she'll never leave me
Even as she fades from view
She will still inpire me, be a part of
Everything I do
Wasting in my lonely tower
Waiting by an open door
I'll fool myself she'll walk right in
And as the long, long nights begin
I'll think of all that might have been
Waiting here for evermore!
"Poema de amor partido"
"Desde que dormi inverno, não mais acordei verão.
Que me perdoe a ditadura do otimismo, mas, tenho preferido a minha solidão.
Bebo café como um dia beijei-te a boca – compulsivamente.
Apego-me à fé com o resto da minha carne oca – desesperadamente.
Coleciono dúvidas e arrependimentos que costumam ocupar boa parte dos meus dias
e, de tanto colecionar médicos, tornei-me, também, um colecionador de terapias.
Escrevo-te sete cartas por semana desde aquela terça-feira,
e como não sei onde moras, guardo-as na tua penteadeira.
Tenho preferido a cama, mesmo sem ter conseguido dormir.
Tenho preferido o drama, visto a minha atual impossibilidade de sorrir.
O descaso com o nosso jardim é um reflexo da tua ausência,
pois, se não posso cuidar de mim, como sustentarei uma outra existência?
Tenho o direito de ser triste pelo tempo que for preciso.
Tenho o direito de ser noite e de agir como um morcego.
Tenho o direito de escolher se um dia terei sossego
e, de quando, como e onde, darei meu próximo sorriso.
Voltei a ouvir tango e a culpa é toda nossa.
O que seriam dos poemas de amor partido, se não fosse – verdadeiramente – funda, a fossa?"
- Fillipo Rocha -
Que me perdoe a ditadura do otimismo, mas, tenho preferido a minha solidão.
Bebo café como um dia beijei-te a boca – compulsivamente.
Apego-me à fé com o resto da minha carne oca – desesperadamente.
Coleciono dúvidas e arrependimentos que costumam ocupar boa parte dos meus dias
e, de tanto colecionar médicos, tornei-me, também, um colecionador de terapias.
Escrevo-te sete cartas por semana desde aquela terça-feira,
e como não sei onde moras, guardo-as na tua penteadeira.
Tenho preferido a cama, mesmo sem ter conseguido dormir.
Tenho preferido o drama, visto a minha atual impossibilidade de sorrir.
O descaso com o nosso jardim é um reflexo da tua ausência,
pois, se não posso cuidar de mim, como sustentarei uma outra existência?
Tenho o direito de ser triste pelo tempo que for preciso.
Tenho o direito de ser noite e de agir como um morcego.
Tenho o direito de escolher se um dia terei sossego
e, de quando, como e onde, darei meu próximo sorriso.
Voltei a ouvir tango e a culpa é toda nossa.
O que seriam dos poemas de amor partido, se não fosse – verdadeiramente – funda, a fossa?"
- Fillipo Rocha -
"Eureka!"
"Eureka!
Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... Diante dessa profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0km. Ler um bom livro faz eu me sentir nova em folha. Viajar me deixa tensa antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns 5 anos. Vôos aéreos não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheia de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!
Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar. Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mozzarella que previnam.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser excepcionalmente bom, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca. Conversa é melhor do que piada. Beijar é melhor do que fumar. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida.
Tomo pouca água, bebo mais de um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada. Sonhar é melhor do que nada."
- Martha Medeiros -
Cada semana, uma novidade. A última foi que pizza previne câncer do esôfago. Acho a maior graça. Tomate previne isso, cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere... Diante dessa profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos. Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.
Prazer faz muito bem. Dormir me deixa 0km. Ler um bom livro faz eu me sentir nova em folha. Viajar me deixa tensa antes de embarcar, mas depois eu rejuvenesço uns 5 anos. Vôos aéreos não me incham as pernas, me incham o cérebro, volto cheia de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca. Ver pessoas tendo acessos de estupidez me embrulha o estômago.Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano. E telejornais os médicos deveriam proibir - como doem!
Essa história de que sexo faz bem pra pele acho que é conversa, mas mal tenho certeza de que não faz, então, pode-se abusar. Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo faz muito bem: você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde. E passar o resto do dia sem coragem para pedir desculpas, pior ainda. Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mozzarella que previnam.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser excepcionalmente bom, uau! Cinema é melhor pra saúde do que pipoca. Conversa é melhor do que piada. Beijar é melhor do que fumar. Exercício é melhor do que cirurgia. Humor é melhor do que rancor. Amigos são melhores do que gente influente. Economia é melhor do que dívida. Pergunta é melhor do que dúvida.
Tomo pouca água, bebo mais de um cálice de vinho por dia, faz dois meses que não piso na academia, mas tenho dormido bem, trabalhado bastante, encontrado meus amigos, ido ao cinema e confiado que tudo isso pode me levar a uma idade avançada. Sonhar é melhor do que nada."
- Martha Medeiros -
domingo, 12 de março de 2017
Um dia
Um dia você acha que tudo acabou
E segue em frente sem nem olhar pra trás
Se dá conta então que existia um mundo que há muito você não vivia
Liberdade
Felicidade
Risos
Abraços
Amigos
Mas chega um dia em que você começa a se sentir vazio
Algo parece estar faltando
E você tenta voltar
E acha que será recebido de braços abertos
Mas percebe que a pessoa que tinha lutado tanto contra a sua partida
Era na verdade quem queria que você partisse
Aquela pessoa que tanto te amava na verdade só não tinha coragem de partir também
E agora?
Agora você é penalizado por ter sido corajoso
E fica sozinho no fim dessa história.
E segue em frente sem nem olhar pra trás
Se dá conta então que existia um mundo que há muito você não vivia
Liberdade
Felicidade
Risos
Abraços
Amigos
Mas chega um dia em que você começa a se sentir vazio
Algo parece estar faltando
E você tenta voltar
E acha que será recebido de braços abertos
Mas percebe que a pessoa que tinha lutado tanto contra a sua partida
Era na verdade quem queria que você partisse
Aquela pessoa que tanto te amava na verdade só não tinha coragem de partir também
E agora?
Agora você é penalizado por ter sido corajoso
E fica sozinho no fim dessa história.
segunda-feira, 6 de março de 2017
"Eu não sei como agir com você..."
"Parece bobo, não é? Mas eu gostaria que isso fosse menos do que
verdade. A gente vive falando do quanto ama o outro, de quanto carrega
no peito o peso ou o valor de uma saudade. Mas dentre todas essas
palavras, eu gostaria de organizar as melhores que, de alguma forma, me
traria alguma resposta de como me comportar com você.
Eu não sei mentir. Eu posso até fingir que está tudo bem, mas quando a gente gosta realmente de alguém, eu sou a última pessoa no mundo que vai querer se afastar disso, um sentimento tão bonito, que a maioria das pessoas tem medo e prefere esquecer.
Por que?
Eu vivo tentando te entender. Eu juro. Eu acordo todos os dias só para buscar a melhor explicação do que há entre nós, se é que há alguma coisa. Eu sei. Eu vou me agarrar em uma esperança boba, mas o que eu posso fazer? Como a gente faz para regar o relacionamento certo com esperanças que no final de duas semanas não vão morrer? Que não sejam meras expectativas, que não sejam problemas que de uma hora pra outra vão aparecer?
É normal cair no chão mais do que o habitual?
Eu não sei.
Eu só sei que toda vez que o meu celular toca e eu vejo uma mensagem sua, ou então toda vez que eu vejo que esteve tantas vezes online e sua vontade de mandar algo, por mais estúpido que fosse, foi nenhuma, eu acabo tendo que vestir um personagem pra tentar te encontrar atrás de uma neblina escura.
Ou então, acabo convencendo a mim mesma que devo desistir. Mas parece que, seja qual for a escolha que eu faça, nenhuma me deixará completamente segura.
Se estiver lendo isso, só me escuta: Se não pareceu, eu tô completamente na sua. Não me faça perder tempo. Se é pra se molhar, entra na chuva.
Eu estou te esperando na sua rua."
- Yamí Couto -
Eu não sei mentir. Eu posso até fingir que está tudo bem, mas quando a gente gosta realmente de alguém, eu sou a última pessoa no mundo que vai querer se afastar disso, um sentimento tão bonito, que a maioria das pessoas tem medo e prefere esquecer.
Por que?
Eu vivo tentando te entender. Eu juro. Eu acordo todos os dias só para buscar a melhor explicação do que há entre nós, se é que há alguma coisa. Eu sei. Eu vou me agarrar em uma esperança boba, mas o que eu posso fazer? Como a gente faz para regar o relacionamento certo com esperanças que no final de duas semanas não vão morrer? Que não sejam meras expectativas, que não sejam problemas que de uma hora pra outra vão aparecer?
É normal cair no chão mais do que o habitual?
Eu não sei.
Eu só sei que toda vez que o meu celular toca e eu vejo uma mensagem sua, ou então toda vez que eu vejo que esteve tantas vezes online e sua vontade de mandar algo, por mais estúpido que fosse, foi nenhuma, eu acabo tendo que vestir um personagem pra tentar te encontrar atrás de uma neblina escura.
Ou então, acabo convencendo a mim mesma que devo desistir. Mas parece que, seja qual for a escolha que eu faça, nenhuma me deixará completamente segura.
Se estiver lendo isso, só me escuta: Se não pareceu, eu tô completamente na sua. Não me faça perder tempo. Se é pra se molhar, entra na chuva.
Eu estou te esperando na sua rua."
- Yamí Couto -
"Alien, O Oitavo Passageiro ou Apaixonada Demais"
"Meu mundo interno já nem fala mais...
Ele berra, esperneia e urra...
Tem um bicho que briga na minha barriga
Não me deixa dormir e me diz coisas que eu não quero ouvir...
Vaidosa demais...
Burra demais...
Escandalosa demais
Egocentrada demais
Pretensiosa demais
Preocupada demais
E ocupada demais
Obediente demais
Suicida demais
Ai, eu tô gorda demais
Adolescente demais
Boba demais
Eu sou boba demais
Sou promissora demais
E agressiva demais
Talentosa demais
Eu sou cobaia demais
E eu vou à praia demais
Sou linda mais que demais
A vida é boa demais
Dependente demais
E sedutora demais
Apaixonada demais
Eu só não sei se esse bicho...
essa coisa que me parte...
é vontade de morrer, ou é obra de arte."
- Maria Mariana -
Ele berra, esperneia e urra...
Tem um bicho que briga na minha barriga
Não me deixa dormir e me diz coisas que eu não quero ouvir...
Vaidosa demais...
Burra demais...
Escandalosa demais
Egocentrada demais
Pretensiosa demais
Preocupada demais
E ocupada demais
Obediente demais
Suicida demais
Ai, eu tô gorda demais
Adolescente demais
Boba demais
Eu sou boba demais
Sou promissora demais
E agressiva demais
Talentosa demais
Eu sou cobaia demais
E eu vou à praia demais
Sou linda mais que demais
A vida é boa demais
Dependente demais
E sedutora demais
Apaixonada demais
Eu só não sei se esse bicho...
essa coisa que me parte...
é vontade de morrer, ou é obra de arte."
- Maria Mariana -
"Dar não é fazer amor"
"Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom..
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado..."
- Luis Fernando Veríssimo-
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom..
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado..."
- Luis Fernando Veríssimo-
Engenharia do Mundo (21/08/09)
depois de alguns anos de faculdade você absorve muita coisa, muita lição de vida principalmente.
hoje o que eu sei é que existe o certo e o errado... e que às vezes uma linha tênue separa os dois.
e a coisa mais importante que eu aprendi é que tudo é energia. por mais que eu odeie admitir que a física tá em tudo, toda e qualquer coisa do universo tem sua energia particular.
a lei de newton tá aí pra provar que toda ação tem sua reação, e isso se aplica também às leis dos seres humanos. tudo que se faz volta pra você.
toda energia que você emana volta pra você, seja ela boa ou ruim.
e se alguém achar que o certo é o errado ou vice-versa? e se alguém te mandar energias ruins porque não sabe mais distinguir o bom do mau?
você respira fundo, levanta a cabeça e mantém os pensamentos positivos.
pode ser semelhante a "oferecer a outra face", mas se você visualizar que a sua hora de se mostrar certo vai chegar, ela chega.
e aí, meu amigo.. o céu é o limite! positive vibrations ! _o/
hoje o que eu sei é que existe o certo e o errado... e que às vezes uma linha tênue separa os dois.
e a coisa mais importante que eu aprendi é que tudo é energia. por mais que eu odeie admitir que a física tá em tudo, toda e qualquer coisa do universo tem sua energia particular.
a lei de newton tá aí pra provar que toda ação tem sua reação, e isso se aplica também às leis dos seres humanos. tudo que se faz volta pra você.
toda energia que você emana volta pra você, seja ela boa ou ruim.
e se alguém achar que o certo é o errado ou vice-versa? e se alguém te mandar energias ruins porque não sabe mais distinguir o bom do mau?
você respira fundo, levanta a cabeça e mantém os pensamentos positivos.
pode ser semelhante a "oferecer a outra face", mas se você visualizar que a sua hora de se mostrar certo vai chegar, ela chega.
e aí, meu amigo.. o céu é o limite! positive vibrations ! _o/
Coisas boas da vida (30/11/09)
coca cola geladinha
cheiro de mato
abraço de mãe
dormir abraçadinho
andar descalço
cheiro de chuva
dormir
chocolate
praia de tardinha
pôr do sol
catar tatuí
andar de mãos dadas
cinema com pipoca
compras
ganhar presentes
cheiro de terra molhada
abraços de pessoas queridas
jogar conversa fora
tomar banho de mar
pegar jacaré
água de côco na praia
ler bons livros
ver bons filmes
sonhar com o futuro
e etc e tal
cheiro de mato
abraço de mãe
dormir abraçadinho
andar descalço
cheiro de chuva
dormir
chocolate
praia de tardinha
pôr do sol
catar tatuí
andar de mãos dadas
cinema com pipoca
compras
ganhar presentes
cheiro de terra molhada
abraços de pessoas queridas
jogar conversa fora
tomar banho de mar
pegar jacaré
água de côco na praia
ler bons livros
ver bons filmes
sonhar com o futuro
e etc e tal
Identificando-me... (07/07/10)
"... Queria tanto um dia conseguir controlar essa cólera que surge de
repente e explode na minha cabeça, deixando uma nuvem vermelha diante
dos olhos que me impede de enxergar presente, passado, futuro e tomar
decisões acertadas! Remédios. Terapia. Florais. Meditação. Não adianta.
Nem mesmo a lembrança de toda a tristeza ajuda, porque na hora, a nuvem
vermelha encobre o juízo.
Vivo eternamente tentando agradar e amar e ser boa, porque sei que em algum momento vou estragar tudo, e minha esperança é que a pessoa relembre esses bons momentos para suportar a explosão e me perdoar. É claro que isso não acontece, porque eu 'destruo tudo com uma frase'. O problema é que esse 'tudo' engloba, principalmente, a mim mesma. Dez segundos de explosão e eu volto a ser um trapo de gente, volto para a miséria da qual demorei tanto tempo para sair."
--
Roubado do blog de Fabianne Ariello e devidamente encaixado à minha personalidade.
Vivo eternamente tentando agradar e amar e ser boa, porque sei que em algum momento vou estragar tudo, e minha esperança é que a pessoa relembre esses bons momentos para suportar a explosão e me perdoar. É claro que isso não acontece, porque eu 'destruo tudo com uma frase'. O problema é que esse 'tudo' engloba, principalmente, a mim mesma. Dez segundos de explosão e eu volto a ser um trapo de gente, volto para a miséria da qual demorei tanto tempo para sair."
--
Roubado do blog de Fabianne Ariello e devidamente encaixado à minha personalidade.
"Cada amiga supre uma necessidade diferente" (24/08/10)
Recebi esse texto por e-mail duas vezes, de duas amigas diferentes. Achei tão fofinho...
"Quando eu era pequena, acreditava no conceito de apenas UMA melhor amiga para toda a vida.
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra, você encontrará o melhor em muitas amigas.
É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu homem. É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe ou irmã. Uma quando está se sentindo muito gorda, ou muito magra, muito alta ou muito baixa...
Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, viajar, rir, ferir, chorar, meditar, brincar, ir ao cinema, ao teatro, ir ao salão de beleza, se divertir na praia ou apenas ser você mesma.
Uma amiga dirá 'vamos rezar', uma outra 'vamos chorar', outra 'vamos lutar', outra 'vamos fazer compras', outra 'vamos saltar de pára-quedas'...
Outra 'vamos numa vidente', ou 'vamos tomar um porre', outra 'vamos paquerar', outra 'vamos para um SPA', ou...
Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, sempre saberá dar o melhor conselho e você sentirá que é uma resposta divina...
Uma outra amiga atenderá à sua loucura por filmes, livros e DVDs... uma outra à sua paixão por sapatos ou bolsas...
Uma outra por perfumes, jóias, velas ou incensos, uma outra por cultura, aventuras e viagens...
Uma outra amiga atenderá seu desejo por chocolates, outra por quadros, decoração, outra por música e dança...
Outra enviará uma resposta que você precisa por email, outra estará com você fisicamente em seus períodos confusos, outra estará a milhares de quilômetros, mas dará um jeitinho de se fazer presente...
Outra será seu anjo protetor e uma outra será como uma mãe.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, quer você a veja pessoalmente ou não,
independente da ocasião, quer seja o seu casamento, ou apenas uma segunda-feira chuvosa, todas são suas melhores amigas e estarão presentes como puderem.
Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias... Uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade... Umas da academia, outras do clube, outras daquela viagem... Algumas de antigos empregos, algumas da igreja ou da Yoga...
Outras da internet, outras amigas de suas amigas, ex cunhadas, ex rivais, ex chefes ou ex colegas...
Pode ser até mesmo aquela escritora famosa que te ajuda através de um bom livro ou de um programa na TV... Em alguns dias uma "estranha" que acabou de conhecer e em outros até mesmo sua filha ou neta.
Pode ser ainda sua irmã, cunhada, prima, tia, madrinha, mãe, vó, bisa, vizinha...
Enfim, as possibilidades são infinitas!
Assim, podem ter sido 30 minutos ou 30 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em nossas vidas, elas sempre deixam um pouquinho delas dentro da gente! (...)"
"Quando eu era pequena, acreditava no conceito de apenas UMA melhor amiga para toda a vida.
Depois, como mulher, descobri que se você permitir que seu coração se abra, você encontrará o melhor em muitas amigas.
É preciso uma amiga quando você está com problemas com seu homem. É preciso outra amiga quando você está com problemas com sua mãe ou irmã. Uma quando está se sentindo muito gorda, ou muito magra, muito alta ou muito baixa...
Uma outra quando você quer fazer compras, compartilhar, curar, viajar, rir, ferir, chorar, meditar, brincar, ir ao cinema, ao teatro, ir ao salão de beleza, se divertir na praia ou apenas ser você mesma.
Uma amiga dirá 'vamos rezar', uma outra 'vamos chorar', outra 'vamos lutar', outra 'vamos fazer compras', outra 'vamos saltar de pára-quedas'...
Outra 'vamos numa vidente', ou 'vamos tomar um porre', outra 'vamos paquerar', outra 'vamos para um SPA', ou...
Uma amiga atenderá às suas necessidades espirituais, sempre saberá dar o melhor conselho e você sentirá que é uma resposta divina...
Uma outra amiga atenderá à sua loucura por filmes, livros e DVDs... uma outra à sua paixão por sapatos ou bolsas...
Uma outra por perfumes, jóias, velas ou incensos, uma outra por cultura, aventuras e viagens...
Uma outra amiga atenderá seu desejo por chocolates, outra por quadros, decoração, outra por música e dança...
Outra enviará uma resposta que você precisa por email, outra estará com você fisicamente em seus períodos confusos, outra estará a milhares de quilômetros, mas dará um jeitinho de se fazer presente...
Outra será seu anjo protetor e uma outra será como uma mãe.
Mas onde quer que ela se encaixe em sua vida, quer você a veja pessoalmente ou não,
independente da ocasião, quer seja o seu casamento, ou apenas uma segunda-feira chuvosa, todas são suas melhores amigas e estarão presentes como puderem.
Elas podem ser concentradas em uma única mulher ou em várias... Uma do ginásio, uma do colegial, várias dos anos de faculdade... Umas da academia, outras do clube, outras daquela viagem... Algumas de antigos empregos, algumas da igreja ou da Yoga...
Outras da internet, outras amigas de suas amigas, ex cunhadas, ex rivais, ex chefes ou ex colegas...
Pode ser até mesmo aquela escritora famosa que te ajuda através de um bom livro ou de um programa na TV... Em alguns dias uma "estranha" que acabou de conhecer e em outros até mesmo sua filha ou neta.
Pode ser ainda sua irmã, cunhada, prima, tia, madrinha, mãe, vó, bisa, vizinha...
Enfim, as possibilidades são infinitas!
Assim, podem ter sido 30 minutos ou 30 anos o tempo que essas mulheres passaram e fizeram a diferença em nossas vidas, elas sempre deixam um pouquinho delas dentro da gente! (...)"
Ride the wave (02/06/11)
Às vezes eu me pego lendo as postagens mais antigas do blog e percebo o
quanto eu mudo em tão pouco tempo. E me dei conta que eu sempre fui
assim. Sempre mudei. Algumas vezes pra melhor, outras nem tanto.
Hoje eu me pergunto: Quando foi que eu me tornei a pessoa que eu sou hoje?
E olha, a resposta é simples: Eu não sei.
Só sei que de um ano pra cá eu mudei algo da minha personalidade que realmente me incomoda. Eu me tornei uma pessoa negativa, desconfiada. Parei de ver o lado bom das coisas.
E eu me faço acreditar que talvez tenham sido as circunstâncias da vida, ou as pessoas com quem eu convivi. Mas a verdade é que eu me deixei levar por um primeiro pensamento de que as coisas podiam não dar certo e foi só o que bastou.
Esse primeiro pensamento, eu não sei qual foi. Mas sei que hoje eu tenho visto tudo de uma maneira tão mais sombria, tão mais desconfiada... isso me incomoda. E faz mal, sabe?
Por mais infantil que possa soar, eu me prefiro vendo o mundo mais colorido, mais tranquilo, achando que tudo vira e que existe uma energia que equilibra o universo.
A parte da energia é mole de acreditar. Mas eu tenho achado tão difícil acreditar na bondade das pessoas.
Isso não soa estranho? Ser mais fácil acreditar naquilo que não se vê? Não é esquisito?
Por sorte, hoje eu tomei uma primeira cutucada que eu acho que pode vir a ser um pequeno empurrão pra um novo caminho.
Abri um e-mail antigo que dizia que invés de fazer coisas grandiosas, o que a gente tem que buscar é fazer coisas pequenas que mostrem pra quem importa o quanto amamos essa pessoa.
E isso me fez pensar... bora praticar o desapego?
Ficar se prendendo em quem não acrescenta boas coisas ou não te quer bem não é o melhor caminho. A boa é manter as coisas simples. Querer bem quem te faz bem.
É a velha lógica do The Energy Bus do Jon Gordon: deixe subir no seu ônibus quem te traz boas energias.
E vamo ver no que isso vai dar!
^^ Ride the wave !
Hoje eu me pergunto: Quando foi que eu me tornei a pessoa que eu sou hoje?
E olha, a resposta é simples: Eu não sei.
Só sei que de um ano pra cá eu mudei algo da minha personalidade que realmente me incomoda. Eu me tornei uma pessoa negativa, desconfiada. Parei de ver o lado bom das coisas.
E eu me faço acreditar que talvez tenham sido as circunstâncias da vida, ou as pessoas com quem eu convivi. Mas a verdade é que eu me deixei levar por um primeiro pensamento de que as coisas podiam não dar certo e foi só o que bastou.
Esse primeiro pensamento, eu não sei qual foi. Mas sei que hoje eu tenho visto tudo de uma maneira tão mais sombria, tão mais desconfiada... isso me incomoda. E faz mal, sabe?
Por mais infantil que possa soar, eu me prefiro vendo o mundo mais colorido, mais tranquilo, achando que tudo vira e que existe uma energia que equilibra o universo.
A parte da energia é mole de acreditar. Mas eu tenho achado tão difícil acreditar na bondade das pessoas.
Isso não soa estranho? Ser mais fácil acreditar naquilo que não se vê? Não é esquisito?
Por sorte, hoje eu tomei uma primeira cutucada que eu acho que pode vir a ser um pequeno empurrão pra um novo caminho.
Abri um e-mail antigo que dizia que invés de fazer coisas grandiosas, o que a gente tem que buscar é fazer coisas pequenas que mostrem pra quem importa o quanto amamos essa pessoa.
E isso me fez pensar... bora praticar o desapego?
Ficar se prendendo em quem não acrescenta boas coisas ou não te quer bem não é o melhor caminho. A boa é manter as coisas simples. Querer bem quem te faz bem.
É a velha lógica do The Energy Bus do Jon Gordon: deixe subir no seu ônibus quem te traz boas energias.
E vamo ver no que isso vai dar!
^^ Ride the wave !
Não gosto (20/06/11)
não gosto de gente de meias palavras
que não assume o que diz
que não fala o que pensa
e que volta atrás quando viu que falou o que pensava e deu merda
não gosto de gente que não assume seus erros
que esquece suas responsabilidades
e que não tem consideração com quem chama de amigo
não gosto de olhares falsos
que te olham de cima abaixo
e te julgam pela aparência
não gosto de sorrisos insinceros
de gargalhadas curtas
e de risos de canto de boca
mantenho os meus bem perto
e os não-meus em uma distância segura
faço favores a torto e a direito
e não os recebo em troca na mesma proporção
sou sincera que me dói
e tento manter a consciência limpa
e a vida segue
e eu frequentemente sou feliz assim
então porque eu vejo por aí que é tão difícil ter pessoas que pensam assim também?
que não assume o que diz
que não fala o que pensa
e que volta atrás quando viu que falou o que pensava e deu merda
não gosto de gente que não assume seus erros
que esquece suas responsabilidades
e que não tem consideração com quem chama de amigo
não gosto de olhares falsos
que te olham de cima abaixo
e te julgam pela aparência
não gosto de sorrisos insinceros
de gargalhadas curtas
e de risos de canto de boca
mantenho os meus bem perto
e os não-meus em uma distância segura
faço favores a torto e a direito
e não os recebo em troca na mesma proporção
sou sincera que me dói
e tento manter a consciência limpa
e a vida segue
e eu frequentemente sou feliz assim
então porque eu vejo por aí que é tão difícil ter pessoas que pensam assim também?
"Crônica do Imediato" (10/10/11) - Editado em 06/03/17
"O tempo divide-se entre o ontem, o hoje e o amanhã. Ontem já foi, e
amanhã, vá saber. Dito, assim, fica fácil perceber qual das três etapas é
a mais importante. O presente, lógico. O passado é importante pela
bagagem que você traz de lá e o futuro só é importante no plano da
abstração e da fantasia, porque ninguém o alcança: estamos todos presos
neste exato momento.
Diante dessa visão simplista, passado e futuro transformam-se apenas em sinalizadores de calendário, em semântica para designar quem você foi e quem você pretende ser quando crescer. No entanto, são justamente esses dois tempos que monopolizam o planeta. O presente, coitado, não tem armas para combater duas superpotências chamadas Lembrança e Expectativa.
O passado é um álbum de fotografias onde as cenas fora de foco não entram. É a realidade revisada: recordar é esquecer a banalidade dos fatos. Um encontro amoroso, o que é? Duas pessoas que se olham, se tocam, se beijam, discutem, fumam, se beijam de novo, implicam uma com a outra, riem, fazem juras eternas, espirram. Esse encontro, 24 horas depois, será lembrado com mais boa vontade: a fumaça do cigarro, as pequenas implicâncias e os espirros sumirão da memória. Ficarão os beijos, as palavras e os olhares. Foi um encontro mais ou menos agradável, mas será lembrado como mágico. A saudade faz tudo subir de escalão.
Suas férias estão sendo boas, mas chove há três dias, a cabana que você alugou não era bem como o corretor descreveu e você está sentindo falta, não conte pra ninguém, do trabalho! Mas, ao voltar para casa, a lembrança tratará de aperfeiçoar aqueles 30 dias úteis em Camboriú e você não cansará de dizer que suas férias foram magníficas. Até mesmo dores antigas ganham novo status ao serem recordadas: dor de cotovelo vira aprendizado e aquela vontade de se atirar embaixo de um ônibus vira um profundo processo de autoconhecimento. Ter sofrido no passado é sempre didático.
O futuro é outra flor de simpatia. A expectativa veste a todos muito bem, coloca sábias palavras em nossa boca e uma fortuna em nosso bolso. A megasena acumulada que será sorteada daqui a alguns dias, a entrevista de emprego marcada para quinta, o próximo verão em Punta, não sairá tudo como planejamos? Quem dera. A realidade nunca foi páreo para a imaginação.
Fica o presente, então, encurralado entre esses dois períodos emblemáticos, o passado e o futuro, quando na verdade ele é que deveria ser a estrela da festa. O antes e o depois são apenas figuração: durante é que o desejo é real, que as pernas tremem, que o coração dispara, que o abraço ainda está quente. A vida é breve e só existe esse instante. Amanhã um pintor de parede estará cobrindo o chão com esse jornal e minha crônica servirá de capacho para um tênis sujo de tinta. Tic-tac, tic-tac. O tempo não perdoa."
- Martha Medeiros -
--
De fato, "a saudade faz tudo subir de escalão".
Quando longe, as pessoas ficam mais bonitas, mais importantes e você se concentra na falta que elas te fazem e como tudo seria divertido se vocês tivessem juntos.
Quando perto, você repara que nem tudo são flores, que a falta que você sentiu pode não ter sido recíproca e que, talvez, os laços que você achava que existiam já não são tão fortes assim.
E o pior é que isso te faz pensar, te remete ao passado e te leva pra aquela superpotência, a Lembrança. Nela você era feliz, seu mundo era próximo do perfeito e você se culpa por não ter se dado conta disso quando aconteceu.
E quando você menos espera, você se pega sonhando, pensando que um dia talvez tudo volte a ser como antes e aí se vê viajando pra outra superpotência, a Expectativa. Nela você vai ser feliz, seu mundo vai ser próximo do perfeito e você tem certeza que vai se dar conta disso quando acontecer.
Mas aí, quando por fim você se dá conta que deveria ter se concentrado no presente, talvez seja tarde demais. E você acaba por se ver num ciclo em que tudo que te resta são as lembranças e as expectativas, as lembranças e as expectativas, as lembranças e as expectativas...
--
UPDATE
Escrevi esse texto há 6 anos, provavelmente após ter sofrido alguma decepção com alguma amiga. Estranho relê-lo agora, neste momento específico da minha vida.
Três frases me chamaram a atenção:
"A saudade faz tudo subir de escalão". É justamente o que estou vivendo agora. Questionando minhas escolhas por ter uma saudade batendo no meu peito sem saber lidar com isso.
"A realidade nunca foi páreo para a imaginação". Me pego pensando em como as coisas poderiam ser diferentes se alguns detalhes fossem melhorados ou amadurecidos.
"Ter sofrido no passado é sempre didático". É nessa frase que eu me apego pra tentar sobreviver. É ela que me faz tentar acreditar que essa dor vai passar e me trazer um aprendizado gigantesco.
Enquanto isso, me pego presa numa última frase. "O tempo não perdoa". Não perdoa mesmo. E passa incrivelmente devagar quando se está sofrendo...
Diante dessa visão simplista, passado e futuro transformam-se apenas em sinalizadores de calendário, em semântica para designar quem você foi e quem você pretende ser quando crescer. No entanto, são justamente esses dois tempos que monopolizam o planeta. O presente, coitado, não tem armas para combater duas superpotências chamadas Lembrança e Expectativa.
O passado é um álbum de fotografias onde as cenas fora de foco não entram. É a realidade revisada: recordar é esquecer a banalidade dos fatos. Um encontro amoroso, o que é? Duas pessoas que se olham, se tocam, se beijam, discutem, fumam, se beijam de novo, implicam uma com a outra, riem, fazem juras eternas, espirram. Esse encontro, 24 horas depois, será lembrado com mais boa vontade: a fumaça do cigarro, as pequenas implicâncias e os espirros sumirão da memória. Ficarão os beijos, as palavras e os olhares. Foi um encontro mais ou menos agradável, mas será lembrado como mágico. A saudade faz tudo subir de escalão.
Suas férias estão sendo boas, mas chove há três dias, a cabana que você alugou não era bem como o corretor descreveu e você está sentindo falta, não conte pra ninguém, do trabalho! Mas, ao voltar para casa, a lembrança tratará de aperfeiçoar aqueles 30 dias úteis em Camboriú e você não cansará de dizer que suas férias foram magníficas. Até mesmo dores antigas ganham novo status ao serem recordadas: dor de cotovelo vira aprendizado e aquela vontade de se atirar embaixo de um ônibus vira um profundo processo de autoconhecimento. Ter sofrido no passado é sempre didático.
O futuro é outra flor de simpatia. A expectativa veste a todos muito bem, coloca sábias palavras em nossa boca e uma fortuna em nosso bolso. A megasena acumulada que será sorteada daqui a alguns dias, a entrevista de emprego marcada para quinta, o próximo verão em Punta, não sairá tudo como planejamos? Quem dera. A realidade nunca foi páreo para a imaginação.
Fica o presente, então, encurralado entre esses dois períodos emblemáticos, o passado e o futuro, quando na verdade ele é que deveria ser a estrela da festa. O antes e o depois são apenas figuração: durante é que o desejo é real, que as pernas tremem, que o coração dispara, que o abraço ainda está quente. A vida é breve e só existe esse instante. Amanhã um pintor de parede estará cobrindo o chão com esse jornal e minha crônica servirá de capacho para um tênis sujo de tinta. Tic-tac, tic-tac. O tempo não perdoa."
- Martha Medeiros -
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De fato, "a saudade faz tudo subir de escalão".
Quando longe, as pessoas ficam mais bonitas, mais importantes e você se concentra na falta que elas te fazem e como tudo seria divertido se vocês tivessem juntos.
Quando perto, você repara que nem tudo são flores, que a falta que você sentiu pode não ter sido recíproca e que, talvez, os laços que você achava que existiam já não são tão fortes assim.
E o pior é que isso te faz pensar, te remete ao passado e te leva pra aquela superpotência, a Lembrança. Nela você era feliz, seu mundo era próximo do perfeito e você se culpa por não ter se dado conta disso quando aconteceu.
E quando você menos espera, você se pega sonhando, pensando que um dia talvez tudo volte a ser como antes e aí se vê viajando pra outra superpotência, a Expectativa. Nela você vai ser feliz, seu mundo vai ser próximo do perfeito e você tem certeza que vai se dar conta disso quando acontecer.
Mas aí, quando por fim você se dá conta que deveria ter se concentrado no presente, talvez seja tarde demais. E você acaba por se ver num ciclo em que tudo que te resta são as lembranças e as expectativas, as lembranças e as expectativas, as lembranças e as expectativas...
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UPDATE
Escrevi esse texto há 6 anos, provavelmente após ter sofrido alguma decepção com alguma amiga. Estranho relê-lo agora, neste momento específico da minha vida.
Três frases me chamaram a atenção:
"A saudade faz tudo subir de escalão". É justamente o que estou vivendo agora. Questionando minhas escolhas por ter uma saudade batendo no meu peito sem saber lidar com isso.
"A realidade nunca foi páreo para a imaginação". Me pego pensando em como as coisas poderiam ser diferentes se alguns detalhes fossem melhorados ou amadurecidos.
"Ter sofrido no passado é sempre didático". É nessa frase que eu me apego pra tentar sobreviver. É ela que me faz tentar acreditar que essa dor vai passar e me trazer um aprendizado gigantesco.
Enquanto isso, me pego presa numa última frase. "O tempo não perdoa". Não perdoa mesmo. E passa incrivelmente devagar quando se está sofrendo...
Amor I love you (18/11/11)
"Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma
Me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor fique aqui?..."
Fazia tempo que eu não escutava essa música e essa semana ouvi no rádio. Sempre gostei dela não só pela música em si, mas pelo trecho do livro do Eça de Queiroz que o Arnaldo Antunes recita no meio dela. Sempre achei que encaixava.
Só que só então eu parei pra pensar na letra da música e parece que enfim, naquele momento, eu tinha entendido o que ela queria dizer pra mim.
Percebi como é importante ter alguém que a gente ame do nosso lado, independente de ser namorado, amigas, família, etc e tal. Mas, mais importante, entendi como é necessário a gente deixar claro pra aquela determinada pessoa que a gente precisa que ela deixe a gente sentir esse amor por ela. Entendeu?
Parece que eu cheguei em um ponto da minha vida de onde eu consigo ver as coisas mais claras. E é estranho achar que isso talvez seja a maturidade que tanto eu ouvia falarem sobre.
Hoje parece que eu sei a fórmula pra fazer as pessoas gostarem de mim. E, o melhor, eu posso escolher em quem eu vou aplicar essa fórmula.
De repente pra mim se tornou claro que eu não preciso agradar todo mundo, porque as coisas são mais simples do que eu imaginava. As pessoas que eu amo são as pessoas que eu permito que me amem. E talvez, somente talvez, esse fato seja suficiente.
Se deixar ser amado talvez seja suficiente. E daí quase tudo se encaixa...
Loucuras à parte, deve ser o sono me pegando. E eu fico por aqui que já deu minha hora...
"... Sentia um acréscimo de estima por si mesma!
E parecia-lhe que entrava enfim numa existência
superiormente interessante...
Onde cada hora tinha seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase...
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações..."
Deixa eu gostar de você
Isso me acalma
Me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que passo a paixão
É um espelho sem razão
Quer amor fique aqui?..."
Fazia tempo que eu não escutava essa música e essa semana ouvi no rádio. Sempre gostei dela não só pela música em si, mas pelo trecho do livro do Eça de Queiroz que o Arnaldo Antunes recita no meio dela. Sempre achei que encaixava.
Só que só então eu parei pra pensar na letra da música e parece que enfim, naquele momento, eu tinha entendido o que ela queria dizer pra mim.
Percebi como é importante ter alguém que a gente ame do nosso lado, independente de ser namorado, amigas, família, etc e tal. Mas, mais importante, entendi como é necessário a gente deixar claro pra aquela determinada pessoa que a gente precisa que ela deixe a gente sentir esse amor por ela. Entendeu?
Parece que eu cheguei em um ponto da minha vida de onde eu consigo ver as coisas mais claras. E é estranho achar que isso talvez seja a maturidade que tanto eu ouvia falarem sobre.
Hoje parece que eu sei a fórmula pra fazer as pessoas gostarem de mim. E, o melhor, eu posso escolher em quem eu vou aplicar essa fórmula.
De repente pra mim se tornou claro que eu não preciso agradar todo mundo, porque as coisas são mais simples do que eu imaginava. As pessoas que eu amo são as pessoas que eu permito que me amem. E talvez, somente talvez, esse fato seja suficiente.
Se deixar ser amado talvez seja suficiente. E daí quase tudo se encaixa...
Loucuras à parte, deve ser o sono me pegando. E eu fico por aqui que já deu minha hora...
"... Sentia um acréscimo de estima por si mesma!
E parecia-lhe que entrava enfim numa existência
superiormente interessante...
Onde cada hora tinha seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase...
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações..."
Give your heart a break (06/11/12)
Parece que um dia você se dá conta que existem coisas que não te cabem mais...
Não, não tô falando de roupas e sapatos.
Tô falando de alma, de sentimentos...
Um dia você percebe que o quê era tido como verdade já não é mais tão verdade... e o quê você via como um sentimento bom foi sendo minado até... até.
Tô falando de gente, de pele, lembranças... sensações...
Um dia você se vê economizando palavras, ações... e porquê? Não vale mais a pena gastar o latim com determinadas especificidades se elas não vão te acrescentar nada.
Talvez seja você se sentindo mais maduro. Talvez seja sua razão te chamando de idiota e mandando você dar um basta.
Talvez seja um monte de coisas...
Mas o quê importa é que no fim, quando você para pra pensar se vale a pena se arriscar, dar a cara a tapa, aconselhar, falar, argumentar... você trava e seu coração fica apertado.
Porquê?
É a sensação de que aquilo ali, naquele momento, não te cabe mais...
Cresceu, mudou, esqueceu... que seja.
Simplesmente não te cabe mais.
Não, não tô falando de roupas e sapatos.
Tô falando de alma, de sentimentos...
Um dia você percebe que o quê era tido como verdade já não é mais tão verdade... e o quê você via como um sentimento bom foi sendo minado até... até.
Tô falando de gente, de pele, lembranças... sensações...
Um dia você se vê economizando palavras, ações... e porquê? Não vale mais a pena gastar o latim com determinadas especificidades se elas não vão te acrescentar nada.
Talvez seja você se sentindo mais maduro. Talvez seja sua razão te chamando de idiota e mandando você dar um basta.
Talvez seja um monte de coisas...
Mas o quê importa é que no fim, quando você para pra pensar se vale a pena se arriscar, dar a cara a tapa, aconselhar, falar, argumentar... você trava e seu coração fica apertado.
Porquê?
É a sensação de que aquilo ali, naquele momento, não te cabe mais...
Cresceu, mudou, esqueceu... que seja.
Simplesmente não te cabe mais.
Dias de glória (06/03/13)
Hoje me peguei navegando por um momento nostálgico depois que soube da morte do Chorão, vocalista do Charlie Brown Jr.
Não que a banda fosse minha preferida, não acompanhava o trabalho de perto... mas passei boa parte da adolescência ouvindo Charlie Brown.
Li muitas mensagens na internet que diziam justamente o quê eu estava pensando: nunca fui fã nº 1, nunca dormi em porta de hotel... mas quantas fases da minha vida não foram embaladas pelo som dos caras? Acho que isso quase me dá o direito de sentir a perda tanto quanto qualquer outro fã...
É triste ver que um cara que podia se expressar tão bem através da música partiu de uma maneira tão solitária, tão boba!
Somente posso expressar a perda que os adolescentes de 10, 12 anos atrás estão sentindo hoje com as minhas lembranças...
Ficar sentada na rua depois da escola batendo papo, com os meninos tocando violão. Ir pro shopping de galera fazer bagunça no McDonald's. Os lanches podrões na hora do recreio. O início da liberdade de ir pra night... e tantas mais bobagens.
O começo da falsa sensação de maturidade, de que podia tudo contra o mundo, que eu sabia de tudo e os outros de nada. Essa coisa de adolescência, sabe?
Essas lembranças meio emboladas sempre tiveram um Charlie Brown de fundo...
No meio disso tudo, eu lembro de um único show que eu fui do Charlie Brown em que o Chorão andou de skate no palco. E em como foi bonito quando ele cantou "Lugar ao sol", com luzes azuis, um momento especial.
Por causa desse momento eu escolhi "Lugar ao sol" pra entrar no salão no dia da minha festa de formatura. Foi dedicada total ao meu pai que não estava mais aqui.
O cara podia ser o que fosse. Drogado, excêntrico, doidão mesmo. Mas que foi capaz de me trazer lembranças especiais, isso não dá pra negar.
Um brinde a nós, adolescentes de ontem que reconhecemos hoje que um ídolo nosso se foi.
Que Deus abençoe Chorão. E nos dê novos ídolos que possam embalar cada fase de nossas vidas como ele foi capaz.
#RIPChorão
"... Livre pra poder sorrir, sim. Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol..."
Não que a banda fosse minha preferida, não acompanhava o trabalho de perto... mas passei boa parte da adolescência ouvindo Charlie Brown.
Li muitas mensagens na internet que diziam justamente o quê eu estava pensando: nunca fui fã nº 1, nunca dormi em porta de hotel... mas quantas fases da minha vida não foram embaladas pelo som dos caras? Acho que isso quase me dá o direito de sentir a perda tanto quanto qualquer outro fã...
É triste ver que um cara que podia se expressar tão bem através da música partiu de uma maneira tão solitária, tão boba!
Somente posso expressar a perda que os adolescentes de 10, 12 anos atrás estão sentindo hoje com as minhas lembranças...
Ficar sentada na rua depois da escola batendo papo, com os meninos tocando violão. Ir pro shopping de galera fazer bagunça no McDonald's. Os lanches podrões na hora do recreio. O início da liberdade de ir pra night... e tantas mais bobagens.
O começo da falsa sensação de maturidade, de que podia tudo contra o mundo, que eu sabia de tudo e os outros de nada. Essa coisa de adolescência, sabe?
Essas lembranças meio emboladas sempre tiveram um Charlie Brown de fundo...
No meio disso tudo, eu lembro de um único show que eu fui do Charlie Brown em que o Chorão andou de skate no palco. E em como foi bonito quando ele cantou "Lugar ao sol", com luzes azuis, um momento especial.
Por causa desse momento eu escolhi "Lugar ao sol" pra entrar no salão no dia da minha festa de formatura. Foi dedicada total ao meu pai que não estava mais aqui.
O cara podia ser o que fosse. Drogado, excêntrico, doidão mesmo. Mas que foi capaz de me trazer lembranças especiais, isso não dá pra negar.
Um brinde a nós, adolescentes de ontem que reconhecemos hoje que um ídolo nosso se foi.
Que Deus abençoe Chorão. E nos dê novos ídolos que possam embalar cada fase de nossas vidas como ele foi capaz.
#RIPChorão
"... Livre pra poder sorrir, sim. Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol..."
Sobre o tempo (25/02/14)
Houve um tempo em que se era feliz
Tempo do simples
Tempo da alegria imediata
Tempo que bastava
"Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu"
Houve um tempo calmo
Tempo que tudo cabia
Tempo que tudo passava rápido demais
Tempo de viver intensamente
"E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa, o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar"
Agora eu vejo, aquele tempo era o fim
Era o começo do meu tempo
Que se perdeu de mim
"Tempo, tempo, tempo, tempo..."
Houve um tempo que era pra viver
Pra se dar
E receber
Houve o tempo de crescer
Absorver
Amadurecer
Mas foi chegada a hora do tempo de hoje
O tempo sem tempo
O tempo do momento curto
Das dores compridas
Dos abraços rasos
Mas foi chegada a hora do tempo de hoje
O tempo em que se foca nas lembranças de ontem
E na esperança do amanhã
Há um tempo em que não se vive no seu tempo
Mas já houve um tempo em que se tinha tempo
E o tempo de hoje? Passa amanhã... virou tempo de ontem!
"Tempo, tempo, tempo, tempo..."
Tempo do simples
Tempo da alegria imediata
Tempo que bastava
"Havia um tempo em que eu vivia
Um sentimento quase infantil
Havia o medo e a timidez
Todo um lado que você nunca viu"
Houve um tempo calmo
Tempo que tudo cabia
Tempo que tudo passava rápido demais
Tempo de viver intensamente
"E agora eu ando correndo tanto
Procurando aquele novo lugar
Aquela festa, o que me resta
Encontrar alguém legal pra ficar"
Agora eu vejo, aquele tempo era o fim
Era o começo do meu tempo
Que se perdeu de mim
"Tempo, tempo, tempo, tempo..."
Houve um tempo que era pra viver
Pra se dar
E receber
Houve o tempo de crescer
Absorver
Amadurecer
Mas foi chegada a hora do tempo de hoje
O tempo sem tempo
O tempo do momento curto
Das dores compridas
Dos abraços rasos
Mas foi chegada a hora do tempo de hoje
O tempo em que se foca nas lembranças de ontem
E na esperança do amanhã
Há um tempo em que não se vive no seu tempo
Mas já houve um tempo em que se tinha tempo
E o tempo de hoje? Passa amanhã... virou tempo de ontem!
"Tempo, tempo, tempo, tempo..."
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